No dia 27 de abril, completou dois meses do surgimento do primeiro casos de Covid-19 em Barras. Cidades mais próximas registraram a presença do vírus bem ante, mas como explicar o alastramento mais rápido em Barras? O município neste domingo registra 547 casos, segundo a Sesapi, e 15 mortes. Cinco barrenses estão internados em enfermarias e dois na UTI.

Só o Bairro Santinho, o mais infectado, tem quase o mesmo número de pacientes do que a cidade Nossa Senhora dos Remédios.

No dia 20 de abril, sete dias antes do primeiro caso, Miguel Alves já tinha dois casos e Esperantina tinha três. Esses dois municípios hoje possuem menso casos que Barras. Bem menos. Esperantina tem 359 casos (quase 200 a menos que Barras) e Miguel Alves 213, (exatamente 334 casos a menos que Barras).

Quando se fala em número de mortes, Barras só perde para Teresina e Parnaíba. É o terceiro município onde mais se morre gente vítima do coronavírus. Esperantina registra 10 mortes e Miguel Alves 5. As pessoas se questionam: por que em Barras os números explodiram?

O que se observou em Barras é que as medidas de prevenção começaram retardatariamente. Nesse período  de dois meses, observou-se aglomerações nas portas dos bancos; falta de monitoramento de ônibus clandestinos que traziam pessoas do sul do país, falta de barreiras sanitárias, atraso no uso do primeiro recurso que veio para prevenção da Covid-19 deveria ter sido utilizado imediatamente em aquisição de máscaras, álcool gel, medidas de sanitização de espaços, mas não foi isso que aconteceu.

Além disso, a falta de fiscalização de bares que funcionavam no final de semana, fiscalização mais rigorosa no próprio comércio, que deveria ter suas atividades de flexibilização planejadas, mas que por falta disso foram obrigados a trabalhar clandestinamente.

Empresas clandestinas traziam passageiros do sul

Falta também mão-de-obra para agir na fiscalização, que ficou por conta da Vigilância Sanitária e dos bombeiros civis. A cidade de Barras tem uma extensão territorial bem grande e deveria ter guarda civil, promessa de campanha do prefeito.

Por último, a escassez de remédios que deveriam ser distribuídos para os pacientes, mas não estão sendo, principalmente porque em Barras a Covid tem maior incidência em nas famílias mais pobres .

O boletim fala em 317 curados, mas não explica como identifica que o paciente está curado e nem de que bairro são.

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