Na sessão da Câmara de Vereadores desta segunda-feira (18) em Barras, o vereador Carcará relatou o fato inusitado que viveu no último domingo ao ter que testemunhar um teste de coronavírus sendo feito no corpo de um amigo durante o velório. Ele achou um absurdo o fato de uma pessoa hospitalizada receber alta sem fazer teste de Covid-19. Genival Santos já teria ido ao Hospital Regional Leônidas Melo mais duas vezes antes da última em que saiu morto.

“O hospital é o ambiente mais propício a se adquirir o vírus. É importante que todas as pessoas que passem por lá sejam testadas, independente dos sintomas que apresente”, declara Carcará. Os vereadores que se pronunciaram sobre o tema, concordaram e a comissão de Saúde vai levar a sugestão à direção do HRLM e acrescentaram que o hospital revelou que está abastecido de testes e medicamentos e têm 3 leitos para pacientes com coronavírus.

Vereador Antonio Leite. Foto arquivo longah

FOGUETES, ILUMINAÇÃO E ESTRADAS

O vereador Antonio Leite manifestou o seu desagrado com os foguetes que começaram a ser soltados a partir das 9 horas da manhã por autoridades de Barras. Ele achou um desrespeito para as pessoas que estão aflitas, em isolamento social, com medo do vírus e com as consequências financeiras causadas pelo coronavírus. “O barulho era mais forte que foguete. Parecia os antigos bacamartes, que faziam um barulho danado. Fiquei me perguntando: estão comemorando o coronavírus?

Antonio Leite, que é o decano da Câmara Municipal de Barras, lamentou que a zona rural de Barras continue escura. Ele disse que é recorrente as cobranças pela reposição de lâmpadas  que faz para 0 localidades, até ao Ministério Público ele recorreu, mas o prefeito Carlos Monte ‘faz ouvido de mercador’. ou seja, finge que não ouviu.

Ele falou ainda que soube que o prefeito vai fazer estradas e que ele espera que seja uma estrada bem feita porque a prefeitura só está jogando lama nos buracos, como a do Barreiro. “Ele passa três anos sem fazer uma estrada e no final do mandato, depois que a população passa esse tenpo todo sofrendo, é que vai resolver fazer”, disse, citando o Muricizinho, Dois Irmãos e outras.

Vereadora Jovelina. Foto: arquivo longah

GAV, ESTRADAS

Sobre falta de iluminação na zona rural, a vereadora Jovelina Furtado lembrou que também tem feito solicitações de reposição de lâmpadas em várias localidades da zona Rural. Ela citou o assentamento Mimosos, Currais Novos, Boca do Mato, Barreiro, Pequizeiro, Barro Preto, entre outras.

Ela estava zangada com um blog de notícias que fez uma matéria dizendo que a Câmara de Vereadores estava cotra o GAV. Ela disse que vai fazer uma representação contra a notícia e que chegou a mostrar para um promotor.

A parlamentar lembra que a Câmara de Vereadores aprovou um requerimento dela de doação de um veículo zero para o GAV e que o grupo ainda não estava com o carro porque o Detran está fechado. E que todos os vereadores respeitam o GAV, que a intenção do comunicador que fez a matéria foi colocar a população contra a Câmara.

COMISSÃO DE SAÚDE

O vereador Vinício Marques disse que houve uma reunião da comissão com a secretaria de Saúde e que o secretário Eduardo justificou o alto valor das máscaras adquiridas pela Prefeitura de Barras, alegando que são máscaras mais resistentes e que dão maior proteção ao profissional que usa. Vinício disse que o secretário apresentou a máscara comprada a R$ 20.

O vereador Roberto Veras questionou Vinício se ele viu algum profissional usando a máscara apresentada pelo secretário porque ele (Roberto) vê os profissionais usando máscaras comuns.

Vinícius Marques disse que os recursos gastos para o coronavírus foram poucos porque poucas são as ações da Prefeitura. “A Prefeitura está sempre copiando as ações de outras, sempre andando atrás. O secretário não tem muita autonomia porque o prefeito está à frente de tudo. Mas a gente percebe que falta ações de prevenção na cidade”.

Segundo o parlamentar, não existe barreiras sanitárias, monitoramento, fiscalização, profissionais deveriam estar com termômetros aferindo a temperatura das pessoas. “Deveriam colocar totens com álcool gel em pontos estratégicos da cidade. Os recursos te que ser gastos coma prevenção”.

A Saúde informou que estava economizando o dinheiro porque sabia que os casos aumentariam, mas deveria ter investido para minimizar a propagação do vírus.