Os barrenses estão vivendo um momento muito crítico na área da Saúde em Barras. No momento em que o mundo treme com medo do coronavírus, outro problema sério acomete as famílias barrenses: a dengue. Somado a isso, temos rios e riachos que enchem, propiciando um ambiente de insalubridade devido à multiplicação de pequenos espaços em que a água pode se acumular provocando a multiplicação de vetores, no caso o mosquito aedes aegipty.

 

Nossa reportagem tomou conhecimento de uma criança que teve diagnóstico positivo para dengue do tipo hemorrágica. Ela tem 8 anos e está internada em um hospital de bairro de Teresina. Longe de querer expor a criança e a família ou de querer criar pânico na população, nosso objetivo é chamar a atenção para o quadro difícil que passa a saúde de Barras.

Como resistir à ameaça do coronavírus, moradores com o sistema imunológico fragilizado pela dengue?

A impressão que se tem é que as autoridades de Barras estão cochilando. Somente após os casos de dengue pipocarem pela cidade resolveram tomar uma atitude. Tímida, diga-se de passagem! Visitas pontuais de equipe aos bairros e as casas devem ser rotinas. Ao primeiro caso, deveriam ter feito um grande arrastão pelas ruas da cidade, chamando a atenção para o problema e recomendando medidas de proteção. Copiar experiências exitosas de gestões passadas não diminui uma administração, principalmente quando o objetivo é o bem da população. A ideia do arrastão foi muito esclarecedora.

Além da intervenção dos agentes de endemias, ações mais pontuais devem alertar a população

Quem não lembra que o prefeito Carlos Monte ficou doente no Carnaval e teve que passar mais ou menos uma semana hospitalizado?  O prefeito foi vítima da própria inoperância e imobilidade da sua gestão, imagine se ele não fosse médico!

Além disso, existe uma situação complicadora: a ineficiência da comunicação! O que a gente vê é que falta um núcleo de comunicação que consiga fazer com que as informações cheguem para a população. Não existe boletins sobre a situação de alagamento da cidade, dos rio. Se existe, não conseguem chegar ao público.

Nesta quinta-feira, uma publicação de um morador de Barras dava conta da suspensão de eventos no município como medida de precaução. Apesar dos equívocos na grafia das palavras, o que se percebia era uma tentativa de se alertar a população, na ausência de uma comunicação efetiva por parte do poder público.

Era obrigação do poder público divulgar matérias sobre todas as medidas tomadas quanto ao decreto sobre o estado de emergência. A população não vai abrir um monte de fotografias do decreto postadas no facebook para ler

Não existe boletins sobre os casos de dengue. Ao contrário, os números parece que são escondidos. É regra da comunicação institucional divulgar os casos, fazer alertas e recomendações sobre doenças. Não esconder permite que a população fique mais cuidadosa. Infelizmente, em Barras isso não acontece.

A nossa intenção com esse editorial é fazer uma crítica construtiva. Está passando da hora desta administração se antecipar aos problemas. A Saúde é coisa séria.

Queremos a população de Barras saudável e feliz. Para isso, a Saúde precisa acordar.