Meu povo, me dá licença
porque agora eu vou contar
a história de um menino
que gostava de abraçar.
Morava na Unha de Gato.
Vivia para trabalhar.

Ele era agoniado
E só andava no trote.
Porque era apressadinho,
Foi chamado de Capote.
Era esperto e baixinho
Traquinagem era a lote.

Filho de dona Toinha,
Uma mãe bem dedicada
E para ele, uma rainha.
Edmundo é o seu pai:
Tinha que andar na linha.
Ao todo, são nove irmãos.
Viviam entre amor e rinha.

Não tinha medo de serviço.
Não tinha medo de nada.
Bicho, assombração, gente viva,
Sucuri ou onça pintada.
Valente e trabalhador,
Tinha a mão calejada.

Caçar passarinho na mata
era sua maior diversão
Sabiá, chico preto, canário
Tinha por predileção.
Hoje ele entende e sabe:
Caçar não pode mais não.

Para ajudar a família,
fazia de tudo um pouco:
Era um bico na carroça,
dindim pra ganhar um troco,
vendia pastel na rua,
gritava até ficar rouco.

Cresceu, foi para Teresina
na Escola Técnica estudar,
Mas a dificuldade bateu
precisava trabalhar.
Resolveu ir pro garimpo,
Queria muito enricar.

O menino apressadinho
Nesse tempo era rapaz
Pegou uma tal de malária
Garimpar não pôde mais.
Foi embora pra Brasília
E batalhou com todo gás.

Trabalhava com sapato,
Mas sabido e observador,
Viu que tinha mais futuro
Vender algo de mais valor.
Então comprou, vendeu carro
E dinheiro ele juntou.

Fez sociedade com os irmãos,
Pessoal empreendedor.
Com Emilton e Wilson Sérvulo,
sem diversão, só labor
Ganharam muito dinheiro,
Uma fase de esplendor.

Mas a saudade de Barras
batia sempre e de novo
Queria voltar pra casa
Ficar perto do seu povo
bem pertinho e grudadinho
como clara e gema de ovo.

Capote resolve investir
Da capital federal
Na política de Barras,
Que é sua terra natal.
Ajudou um candidato
Que perdeu, mas não foi mal.

Apoiando Joaquim Lucas,
Capote ficou conhecido,
Mesmo morando longe,
Mesmo já estando crescido,
Voltou então para Barras
E cada vez mais querido.

Saiu pobre e voltou rico.
Mostrou ser trabalhador
Se empenhou em uma campanha
E o povo se empolgou
Com o menino apressadinho
Que um homem forte virou.

Barras do Marataoan,
Enfim Capote voltou.
Junto de sua família
Vida que sempre sonhou.
Junto do povo que amava
Nunca mais Barras deixou.

Capote virou prefeito
Fez a cidade feliz.
Apesar do seu trabalho,
um ‘outro’ o povo quis,
mas ele ficou esperando
A população pedir bis.

Quatro anos depois,
Eleitor decepcionado
Com chororô e covid
Quis Capote, o agoniado.
Com Cynara e o povo
prefeito foi aclamado.

Meu povo, esse história
Aqui não termina não
A gente ainda vai ouvir muito
Histórias do Capotão,
Que está fazendo de Barras
Uma terra em ascensão.

Esse cordel é um presente
que queremos ofertar
Para o prefeito Capote
Que é quem sabe trabalhar.
Quase 14 mil votos,
Botou foi para humilhar
.

Por aqui vou terminando
Essa história de emoção.
O retorno de um líder:
O aclamado Capotão.
Barras ficou feliz
Outro aqui não tem vez não!