BARRAS – Conhecida dos barrenses por seu profissionalismo, a Juíza Maria das Neves Ramalho assume o juizado eleitoral em Barras. A partir de hoje, de fato, ela vai tomar pé da situação da 6ª Zona, antes a cargo da Juíza Zelvânia Márcia, que foi bastante rígida durante acampanha e soube conduzir o processo eleitoral de maneira impecável.

Maria das Neves entra com a missão de julgar o processo que foi movido pelo promotor de Barras, Glécio Setúbal, contra o prefeito eleito Edilson Sérvolo e o vice-prefeito Bona Júnior, que pode culminar com a cassação do mandato dos dois. Edilson que estava viajando antes dos festejos chegou em Barras no último dia 7 e recebeu a intimação para ser ouvido.

O que deve acontecer agora? A Juíza tem um prazo para julgar a questão. Se ela decidir por condenar o prefeito eleito, ele pode recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Se ela entender que as acusações são improcedentes e livrá-lo da condenação, aí é o Ministério Público, na pessoa do promotor Glécio Setúbal que é obrigado a recorrer à instância superior, no caso o TRE.

ENTENDA O CASO – Uma ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) foi movida pelo Promotor de Barras, Glécio Setúbal, contra os candidatos a prefeito e a vice eleitos no último dia 7 de outubro, Edilson Sérvulo de Sousa e Osires Bona Júnior, além do empresário Paulo Henrique Melo Monteiro.O processo tem como objeto passagens de ônibus encontradas com pessoas ligadas à campanha do candidato Edilson Sérvulo, além de camisas apreendida em fábricas de malha da cidade. Segundo o promotor ambos os objetos configuram abuso de poder econômico.Antes de protocolar a ação, o promotor fez extensa investigação e ouviu várias pessoas envolvidas. A intenção de Glécio Setúbal, era estar bem fundamentado para o processo.

As passagens foram descobertas pela própria juíza de Barras, Zelvânia Márcia.