Manim Rego foi quem saiu mais enfraquecido da campanha eleitoral 2020 em Barras. Além de ter a candidatura impugnada, não conseguiu reeleger o filho, Maurício Rego, a vereador. E olhe que tentou.

No meio da campanha, engoliu o orgulho e se uniu a Carlos Monte, pessoa a quem destinava muitas críticas, como também à administração do atual gestor. Mas precisava eleger o filho.

Para isso, rompeu com muitos amigos e parentes que acolheram a sua candidatura a prefeito. Deixou órfãos candidatos a vereador do PP e rompeu com a candidata que se propôs a ser vice em sua chapa, Emília Costa. A prioridade era eleger o filho.

A união também não foi positiva para Carlos Monte. As duas últimas pesquisas realizadas em Barras mostraram que a rejeição ao candidato à reeleição aumentou muito após se juntarem os dois arqui-inimigos. Carlos Monte também calculo errado. No desespero, preferiu apostar na união a que tanto criticava.

Manim Rego ao lado de Carlos Monte e Priscylla lages durante a campanha

Após o episódio que caracterizou como traição, Emília contra-ataca: “vou ser a candidata a vereadora”. Disputando diretamente com Maurício Rego, a vaga do PP e ganhando muita simpatia dos que a consideraram vítima de Manim Rego, Emília dá o troco: elege-se vereadora e coloca uma pá de cal na carreira política de Manim e Maurício. Pá de cal essa de difícil remoção.

Manim Rego avaliou errado as estratégias. Poderia ter apoiado Emília para prefeita. Poderia ter levado o filho à Câmara Municipal, se ficasse no PP. Indicaria um vice. Talvez não elegessem um candidato, mas não estaria com um grupo magoado e esfacelado, mas unido e fortalecido para as próximas eleições. Vai ser difícil juntar o cacos.