O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Gilmar Costa, participou da Live sala de Vistas do longah.com, que é feita em parceria com os sites Valoriza Piauí e Ibarrasnotícias. Gilmar fez duras críticas ao  gerenciamento da crise do coronavírus no município, baseado em relatórios que chegam àquela instância.

Ele disse que só as despesas de março chegaram até agora no conselho e, por isso, não pode fazer comentários sobre a aplicação do recursos no mês de abril, mas garantiu que em março não houve nenhum investimento para prevenir a chegada do vírus na cidade.

O primeiro caso de Covid-19 foi detectado em Barras formalmente no dia 27 de abril. Gilmar avalia que já deveriam estar acontecendo ações como forma de prevenção. Citou as barreiras sanitárias e lembrou que apenas 1 termômetro foi adquirido pela prefeitura baseado no balancete que chegou, o que achou um absurdo.

“É importante que se tenham termômetros para medir a temperatura das pessoas que entram na cidade. Só 1 não dá conta”, lamentou.

O conselheiro lembrou a forma retardatária que as barreiras foram implantadas e frisou que elas já não estão acontecendo mais como deveriam. “No plano de contingência elas estão previstas para acontecer até o mês de dezembro. Ainda estamos em julho. Barras fugiu desse compromisso. Talvez seja por essas falhas que as barreiras de Esperantina fecharam as portas para as pessoas de Barras por lá”, disse.

Disse ainda que o Plano de Contingência não passou pelo conselho e defende uma maior participação da instância de controle social na crise do coronavírus, até porque o conselho é o representante da sociedade. Gilmar Costa representa a comunidade barrense dentro do Conselho Municipal de Saúde.

“Mandaram o Plano de Contingência para ser aprovado na Câmara sem antes passar no conselho. Se não tivéssemos brigado, não teriam mandado e os gastos só poderiam ter feito após passar no conselho e nos representamos quase 50 mil habitantes”.

Gilmar Costa lembrou ainda quem em 30/03 chegou em Barras R$ 117.665,00 para combate ao coronavírus e no dia 09 de abril mais R$ 183.313, 58. “É preciso que os balancetes cheguem para análise no momento certo, sem atraso. Hoje e dia 10 e não pudemos analisar as despesas de abril”, destacou.