Como explicar à população sobre essa união com quem até pouco tempo chamava de bombom de alho e dizia que dava coice. A mágoa de Manim Rego por Carlos Monte passou e na noite desta quarta-feira (21) anunciou a sua união com o candidato à reeleição.

A ida de Manim para o grupo de Carlos Monte o desqualifica para fazer críticas a adversários. Ele criticava de forma recorrente nas rádios e em lives e no debate que participou com o adversário, hoje ‘amigo’. Por que me juntar a um gestor que eu critico? É o que a população está perguntando.

Em debate a cerca de 1 mês, Manim Rego acusa Carlos Monte de estar distribuindo merenda com fins eleitorais
Fogo cruzado: Carlos Monte faz também duras críticas a Manim Rego

Em 2016, Carlos Monte empunhou a bandeira da ficha limpa e gritava em comícios que jamais se juntaria a ficha sujas. Essa união com MR afasta da campanha dele os correligionários que ainda acreditavam nessa bandeira, a exemplo da professora Lúcia Batista, que foi a primeira a declarar que não fica mais no grupo dele.

No comentário abaixo, ela questiona o valor monetário do apoio de Manim Rego a Carlos Monte.

Carlos Monte se gabava de ter alcançado a vitória tendo os ex-prefeitos juntos, todos no mesmo palanque adversário em 2016. Hoje ele engole seco, abraça um ex-prefeito, mas não consegue sorrir para as câmeras. A sua expressão o denuncia.

DE QUEM É A CULPA POR MANIM REGO NÃO SER CANDIDATO HOJE?

Para quem não lembra, em 2012, o então vereador Carlos Monte votou pela reprovação das contas de Manim Rego referentes ao ano de 2005, 2006 e 2007, o tornando inelegível. As contas foram apresentadas quando o presidente da Câmara de Vereadores era Edgar Raulino Neto.

Carlos Monte também foi grande entusiasta e acompanhou todo o processo que culminou com a cassação do mandato de Manim Rego frente à Prefeitura de Barras.

Manim Rego se candidatou em 2020 com a esperança de conseguir uma liminar que mantivesse sua candidatura. Não conseguiu, a liminar caiu, os recursos na justiça para se manter candidato também foram caindo um a um.

O ex-prefeito hoje quer atribuir a Edilson Capote o fato de ele não ter conseguido se candidatar agora em 2020. Mas na época dos acontecimentos (em 2005, 2006 e 2007), Edilson Capote morava em Brasília e nem cogitava a ideia de entrar para a política.

O que impediu a candidatura de Manim foram contas reprovadas. Ou seja, ele não conseguiu justificar para o TCE as despesas feitas durante sua gestão na prefeitura durante 3 anos.

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https://www.portalodia.com/noticias/politica/camara-de-vereadores-reprova-contas-do-ex-prefeito-de-barras-manim-rego-138301.html

POR QUE O 11 HOJE NÃO TEM MAIS CANDIDATO A PREFEITO?

Por que hoje os candidatos a vereador do 11 estão órfãos? Essa resposta pode ser dada com mais propriedade pela ex-candidata a vice-prefeita pelo PP, Emília Maciel, que acompanhou Manim, acreditou, defendeu a candidatura dele, mas no momento em que ele poderia colocar Emília como a candidata do majoritário, preferiu abandonar o barco.

Manim Rego não aceitou continuar com a chapa do PP tendo Emília como prefeita. Não aceitou retribuir o esforço da família Costa que abraçou a sua candidatura, deixando 20 candidatos a vereador sem palanque. A maioria deles migrou para o palanque de Edilson Capote, por serem candidatos de oposição e não aprovarem a gestão de Carlos Monte.

Como será que o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, está interpretando esse ato de Manim Rego?

E OS CANDIDATOS DO LADO DE CARLOS MONTE, COMO FICAM?

Outra pergunta que não quer calar. Como os candidatos a vereador do 13 e do 14 estão encarando a entrada de Maurício Rego na disputa?

Qual o benefício que Carlos Monte ofereceu para a candidatura de Maurício Rego, afim de conquistá-lo para o seu grupo? É uma vantagem maior do que o apoio que está sendo dado aos candidatos que permaneceram quatro anos fieis ao prefeito?

Esse apoio de última hora a Maurício pode acabar causando ciumeira dentro da coligação PT/PTB. Isso porque a eleição do filho, segundo analistas da cidade, foi o maior motivador da junção entre os ex-adersários políticos.

Maurício Rego não fortalece a legenda do 13 e 14. Ele continua disputando uma vaga com Emília Maciel (agora pré-candidata a vereadora) e com os candidatos do PP.

Quantos eleitores Manim Rego leva nessa disputa?

Quem acompanha Manim Rego nessa empreitada? Os eleitores dele (que são eleitores de oposição)? Que membros da família Rego o acompanharam?  

O evento que anunciou a junção foi na Casa do sogro de Manim, ex-prefeito Cabelouro, que não estava no local até porque já anunciou publicamente que vai votar em Vinicio Marques. A família de Nise Caldas estava presente?

Nesse atual cenário que Barras vive, a única afirmação certa é: as consequências dessa junção são imprevisíveis e podem favorecer a campanha de Edilson Capote e Vinício Marques.