A novela da colônia de pescadores de Barras finalmente está chegando a um conclusão. Após uma conturbada reunião que aconteceu no último domingo (17) regada a choro e ranger de dentes, chegou-se a conclusão de que três presidentes das colônias de Luzilândia, Porto e Matias Olímpio tomarão posse na comissão de intervenção da colônia na próxima sexta (22).

Esta medida foi necessária para que houvesse uma solução imparcial para os problemas que vem se acumulando na organização de pescadores. Essa comissão deve convocar uma eleição e elaborar um calendário eleitoral para os pescadores escolham uma nova chapa para presidir os trabalhos da colônia.

Todo esse procedimento foi determinado pela juíza Elizabeth Rodrigues: a convocação de uma assembleia geral para que a constituição de uma junta governativa provisória e, finalmente, realizar novas eleições que deverão ocorrer em conformidade com as normas contidas no estatuto da colônia sindical.

Na verdade, a intenção da atual presidente, Menegilda de Souza, era realizar logo a eleição no domingo passado, mas a justiça a proibiu. Em vez de eleição, houve a reunião em que os ânimos se acirraram e houve até ameaças. Menegilda até sugeriu o nome de um interventor, mas não foi acolhido pela categoria e nem mesmo pela Federação de Pescadores.

O vice-presidente da Colônia de Pescadores, Chico Leite, decidiu se afastar temporariamente da fase inicial do processo. Ele alega que vem sofrendo calúnias por parte da presidente. Apesar de terem sido eleitos juntos, houve um desentendimento e o vice vinha processando Menegilda. A denúncia é que ela estaria praticando diversas irregularidades.

Entre as denúncias consta a de que a presidente não deu entrada no seguro-defeso relativo à 2015 dos pescadores. “Ela não deu entrada e dizia para os pescadores que a culpa era minha porque eu estava a processando, que por conta do processo eles não receberiam o dinheiro do seguro. E uma coisa não tem nada a ver com a outra”, conta Chico Leite, que no momento está em Brasília para a conclusão de um trabalho e em janeiro volta para Barras.

“Meu afastamento é também providencial para não ser acusado de estar influenciando de alguma forma no processo. Já estou sendo bastante caluniado”, frisa Chico Leite.

O espaço está aberto para o pronunciamento da presidente Menegilda de Souza.

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