Francisco Luís Santos , controlador do município

Zerada. Foi assim que veio a primeira parcela do Fundo de Participação do Município (FPM). O valor deveria cair nas contas da Prefeitura no dia 10, mas como não será dia útil, já antecipam. A informação é do controlador do município, Francisco Luís Santos.

O longah já havia adiantado que Capote herdaria um rombo de quase R$ 2 milhões na Educação. O contador Igo Barros explicou que a atual gestão de Carlos Monte teria que pagar R$ 750 mil de INSS, mas só pagou R$ 250 mil. “Só pagou a parte que reteve dos funcionários. A parte patronal de R$ 500 mil ficou em aberto. Com mais encargos e juros, vai chegar a uns R$ 600 mil”, relata Igo.

E pelo que tudo indica, conforme Francisco Luís e Igo Barros, a segunda parcela do dia 20 também virá zerada.

“Não tivemos acesso ainda as informações. O que sabemos é que a gestão anterior deixou um débito de cerca de R$ 2 milhões e 600 mil de folha de pagamento. E só da secretaria de Educação“, explica Igo.

A questão das contas da Educação da gestão Carlos Monte está complicada. Além desse rombo. A Justiça Federal quer que o ex-prefeito dê conta de R$ 222 mil e 500 reais. Não houve prestação de conta da utilização desse valor O prazo para prestação de contas teve seu fim em 30 de junho de 2019. O que foi feito com esse dinheiro?

Por conta desse prejuízo, a Advocacia Geral da União pediu a indisponibilidade dos bens do ex-prefeito Carlos Monte em valor suficiente para assegurar o ressarcimento dos prejuízos do FNDE, que correspondem a R$ 247.403,44, como também a multa civil que deverá ser imposta, nos termos da Lei de Improbidade Administrativa, equivalentes a duas vezes o valor do dano, perfazendo R$ 494.806,88, totalizando a quantia a ser indisponibilidade de R$ 742.210,32 (atualizada e com juros).

A ação pediu ainda a suspensão dos direitos políticos e Carlos Monte.

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