Um servidor público no Piauí perdeu aproximadamente R$ 70 mil no golpe do namoro virtual. O delegado Matheus Zanatta, titular da Gerência de Polícia Especializada (GPE), explica que a vítima manteve um relacionamento pela internet por cerca de dois anos com uma pessoa que se passava por uma mulher, mas na verdade, era um estudante de Fisioterapia da cidade de Parnaíba, no litoral do Piauí.

A operação denominada Catfish, termo utilizado nas redes sociais para designar pessoas que criam perfis falsos para enganar pessoas inocentes e fazer com que se apaixonem, também resultou na prisão de mais uma pessoa que atuaria juntamente com o universitário.

“O universitário pegou fotos aleatórias de uma mulher e se passava por ela. Assim, manteve um relacionamento com dois anos por meio de um chat e depois aplicativo de mensagens. Após ganhar a confiança da vítima começou a pedir dinheiro e alegava vários motivos pessoais como doença dos pais, formatura”, explica Zanatta.

Durante os dois anos do “namoro virtual” não houve nenhum tipo de contato físico. O delegado explica que a vítima só percebeu que havia caído em um golpe após assistir uma reportagem na televisão sobre “estelionato amoroso”.

O universitário foi preso nesta terça-feira (11) dentro de um ônibus em Teresina quando se dirigia para o litoral do Piauí e teria confessado o golpe. Já o outro preso- que também teria participação no crime- foi preso em Parnaíba.

“Esse preso se associava com o universitário para praticar o crime e também recebia os valores depositados”, reitera o delegado.

Matheus Zanatta diz ainda que há indícios de que o estudante também tenha feito uma vítima no Maranhão.  A ação foi desenvolvida conjuntamente pela Gerência de Polícia do Interior (GPI)  e Gerência de Polícia Especializada (GPE).

“Ele será indiciado por estelionato, pois ainda não existe a forma majorada desse tipo de crime, e pode responder também por associação criminosa. Esse estelionato, que chamamos tecnicamente de estelionato amoroso, foi o primeiro caso que vi no Piauí porque, geralmente, as pessoas têm vergonha de denunciar esse tipo de crime. Com essas prisões fica o alerta não só para casos como esse, mas também estelionatos comuns. A internet está cheia de golpes”, alerta o delegado Matheus Zanatta.