O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) confirmou por volta das 15h30 de quarta-feira (20) que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será adiado de 30 a 60 dias em relação à data que estava prevista inicialmente, em novembro. O orgão vinculado ao Ministério da Educação é o responsável pela aplicação das provas.

Mesmo com a notícia, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que não dá para confiar no ministro da Educação, por isso vai esperar um posicionamento concreto do presidente da República, Bolsonaro.

O Ministério da Educação anunciou ontem que vai fazer uma consulta aos mais de 4 milhões de inscritos, até agora, no site do Inep, na página do participante na última semana de junho para saber se eles concordam com o adiamento do exame ou se preferem que a data inicial seja mantida.

Pressionado, o ministro Abraham Weintraub divulgou em suas redes sociais hoje de manhã a possibilidade da mudança, um dia depois do Senado aprovar um projeto de lei que adiava todas as provas para acesso ao ensino superior por causa da pandemia da Covid-19.

Veja a nota do Inep na íntegra:

Atento às demandas da sociedade e às manifestações do Poder Legislativo em função do impacto da pandemia do coronavírus no Enem 2020, o Inep e o Ministério da Educação (MEC) decidiram pelo adiamento da aplicação dos exames nas versões impressa e digital. As datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais. Para tanto, o Inep promoverá uma enquete direcionada aos inscritos do Enem 2020, a ser realizada em junho, por meio da Página do Participante. As inscrições para o exame seguem abertas até as 23h59 desta sexta-feira, 22 de maio. Brasília (DF), 20/05/2020