Acusado de matar Tânia Alves diz que foi torturado para confessar crime

O coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Francisco Costa, o Baretta, vai oficiar à Delegacia de Crimes Funcionais da Corregedoria da Polícia Civil do Piauí para apurar a denúncia do acusado de matar a proprietária do bar Quintal da Tânia que afirmou em julgamento ter sido torturado para confessar o crime.

Jefferson Yure do Nascimento e mais dois foram absolvidos no latrocínio da empresária. O juiz Carlos Hamilton Bezerra, a 1ª Vara Criminal da comarca de Teresina considerou as provas frágeis e baseadas em depoimentos de testemunhas oculares que afirmaram que apenas uma pessoa que anunciou o roubo e efetuou o disparo que matou Tânia.

Além da confissão do acusado, no inquérito policial consta ainda um vídeo gravado no dia do crime que mostra o carro desgovernado após a vítima ter sido baleada. Nas imagens é possível ver também o suposto autor dos tiros correndo em direção ao carro, já parado na calçada e depois saindo do local.

“Vou oficiar ao juiz solicitando cópia autêntica do teor do interrogatório do acusado em juízo onde o mesmo disse que não praticou o crime e só confessou porque foi torturado. Vou oficiar também a Corregedoria para apurar os fatos narrados durante o interrogatório do acusado em juízo”, disse Baretta.

O coordenador do DHPP esclarece que a confissão do acusado durante o inquérito policial foi colhida na Casa de Custódia e gravada.

“A Corregedoria vai esclarecer se ele foi torturado, antes ou depois do interrogatório e também em que consistiu a tortura se foi física ou psíquica. Acredito que a delegada e seus agentes não fizeram até porque o depoimento foi colhido dentro de um presídio e  tudo filmado. É muito simples um sujeito acusar uma autoridade policial e seus agentes. Todo o depoimento foi filmado e ele contou toda a dinâmica do crime. Tenho certeza que a delegada não torturou. Estou oficiando ao juiz porque quero o esclarecimento dos fatos”, disse o Baretta.

Foto: Graciane Sousa/ Cidadeverde.com

Francisco Costa, o Baretta, coordenador do DHPP

“Estou oficiando também ao diretor da Casa de Custódia para saber se o acusado denunciou atos de  constrangimento, maus-tratos ou tortura durante o interrogatório, bem como a direção do IML para saber se o interrogado foi submetido a exame de corpo de delito logo após a suposta tortura denunciada”, conclui Baretta.

Caso a acusação de tortura seja improcedente, Jefferson Yure pode responder por denunciação caluniosa cuja pena é de reclusão de 2 a 8 anos. Sobre a absolvição de Jefferson Yure, o coordenador do DHPP disse que não entrará no mérito da decisão.

Pelas redes sociais, a absolvição dos acusados gerou revolta.

Foto: Reprodução Facebook

 

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