Almoço de Dó Bacelar reúne 109 prefeitos que pedem Margarete como vice

Prefeitos exigiram, durante almoço, a permanência da vice-governadora Margarete Coelho (Progressistas) na chapa que será comandada pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT). O ato que aconteceu no restaurante “O Casarão”, na zona leste de Teresina, foi organizado pelo prefeito de Porto, Dó Bacelar (Progressistas). Na ocasião, Dó Bacelar afirmou que 109 prefeitos assinaram uma carta que será entregue ao governador Wellington Dias.

O manifesto de apoio surgiu após a onda de comentários acerca de uma eventual confirmação do cargo de vice para o MDB, na pessoa do deputado estadual Themístocles Sampaio Filho.

Em entrevista à imprensa, Margarete frisou que o movimento é organizado pelos próprios prefeitos. “É um movimento que vem do municipalismo, que para mim é a base da federação, então respeitar este movimento, me sentir apoiada por ele me deixa muito
feliz porque eu passei minha vida inteira trabalhando com municipalismo, defendendo a pauta minimalista. E esse movimento que os prefeitos fazem hoje é justamente o reflexo desse trabalho”, afirmou a vice-governadora.

O organizador do almoço, o prefeito Dó Bacelar, deu destaque a competência da atual vice-governadora e ressaltou a legitimidade da continuidade dela na chapa governista. “Hoje nós estamos traçando uma monção de apoio a permanência da atual vice-governadora
Margarete Coelho na chapa do governador Wellington Dias. Sem criar problema, sem nenhuma polêmica, sabendo que tem os outros aliados. Mas por ela até ser a atual vice, ela merece a reeleição na vaga de vice. Depois por ser uma candidata
mulher. O momento em que o país vive, o momento de eleições, a figura da mulher é importantíssima e ela que é decente, tem sido ética, companheira valorosa como vice-governadora. Nós temos que lutar, os prefeitos são simpáticos com essa causa”, disse.

Dó Bacelar admitiu que embora haja todo esse apoio, quem vai decidir a formação da chapa é Wellington Dias. “A gente sabe que o comandante nessa conjuntura é o governador Wellington Dias e o senador Ciro, que tem um lugar certo como candidatos, mas tem os outros partidos, os outros aliados, que também querem fazer parte da chapa majoritária, por isso os prefeitos também precisam ser ouvidos e por isso esse movimento surgiu dos prefeitos, pelo papel que ela [Margarete] tem desenvolvido junto com o
governador”, acrescentou o prefeito.
De acordo com o presidente estadual do Progressistas, Júlio Arcoverde, o partido vai continuar lutando pela permanência de Margarete na chapa de Wellington. “O que digo toda vez é que nós vamos lutar até o final pela candidatura da vice-governadora
Margarete Coelho. Eu tenho isso como dever de presidente do partido e todos nós partidários vamos lutar por isso”, disse Arcoverde.
O prefeito de Batalha, João Messias enumerou os motivos pelos quais Margarete deve permanecer na chapa do governador. “Primeiro pela coerência que a vice-governadora Margarete Coelho tem se portado durante todo o mandato do governador Wellington Dias. Segundo porque o PP sempre esteve, desde o primeiro momento, nas horas difíceis ao lado do governador.


Terceiro porque o PP esteve na campanha com êxito do governador. Quarto, pela forma decente como a vice-governadora têm se portado no êxito do governador Wellington Dias, em todos os momentos, nos momentos das alegrias e no momento das tristezas,
com ética, com retidão, sem criar o menor problema para o governador, ao contrário, sempre estando ao lado do governador nas horas de crise. E quinto, porque a Margarete é uma mulher e a mulher precisa ter a sua representatividade e esse movimento é
suprapartidário. Esse movimento é um movimento da maioria dos prefeitos piauienses, porque eles desejam a permanência da vice-governadora Margarete Coelho”, frisou o prefeito.
A prefeita de São Raimundo Nonato, Carmelita Castro, que também é irmã da vice-governadora reafirmou que o encontro foi uma iniciativa dos próprios prefeitos: “Isso foi uma luta dos prefeitos, não foi da Margarete, não foi do Progressistas, não foi do
senador, essa reunião foi proposta por nós prefeitos, de uma necessidade porque nós não estávamos sendo ouvidos, os prefeitos querem ser ouvidos, querem fazer parte desse contexto todo, por isso nós estamos aqui, aqui tem prefeitos de vários partidos, mas
que o anseio é o mesmo, a vontade é a mesma”, afirmou.

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