CABECEIRAS/ Ocupação de casas vira embate entre oposição e prefeitura

Uma polêmica em Cabeceiras do Piauí vem ocupando espaços da mídia regional. Trata-se da ocupação de um conjunto habitacional que foi inciado em 2013, está concluído, mas que não foi entregue aos moradores por falta de energia, água, enfim, a infraestrutura necessária para uma moradia digna, que era de responsabilidade da prefeitura.

Nesta terça-feira (13), as pessoas constantes na lista (ver no final da matéria) ocuparam as casas. O prefeito José Joaquim se manifestou e acusou a ocupação de irregular.

A vereadora da oposição, Elenita Alexandre, acusa o prefeito de querer modificar a lista de selecionados cadastrados em 2011 por fins eleitoreiros e alega que os contemplados cumpriram os critérios da ADH e da empresa paulista que construiu, a Salamandra.

“As casas deveriam ter sido feitas de forma pulverizada. Mas o prefeito José Joaquim quando assumiu disse que não queria assim, queria era um conjunto. Comprou o terreno e a construção começou em 2013. As casas foram concluídas mas ele nunca mandou instalar água, iluminação, energia”, disse a vereadora.

O proprietário da empresa também não achou correto mudar a lista porque os outros contemplados já tinham criado a expectativa do sonho da casa própria e tiveram seu cadastro aprovado na época.

Membros da comissão formada por beneficiários (veja ata no final) protocolou no Ministério Público um abaixo-assinado dos moradores requerendo o direito deles de ocuparem as casas. Ele anexaram a ata da assembleia que criou uma comissão para acompanhar as obras. Nela, o atual prefeito aparece como membro.

A vereadora lembra que as chaves das casas foram entregues pela construtora, mas que os moradores se submeteram a morar no local mesmo sem infraestrutura porque temiam que as suas casas fossem destinadas a outras pessoas.

Os recursos da obra são provenientes do Programa Minha Casa, Minha Vida.

OUTRO LADO

Em nota divulgada no site oficial da prefeitura, a secretaria de comunicação social se pronuncia dizendo que “Somente a prefeitura como signatária, responsável pela obra e seus parceiros, ADH e CEF, à luz de rigorosas inspeções técnicas e revisão de cadastro de beneficiários com vistas a se evitar injustiças e fazer cumprir critérios socioeconômicos do referido projeto é quem deveriam proceder todas as etapas subsequentes à conclusão e a entrega das casas”.

Continua a nota: “A prefeitura até este exato momento não recebeu nenhum comunicado oficial da empresa ou ADH para vistoria final do conjunto habitacional e entrega das casas. O prefeito não tem medido esforços desde aquisição do terreno, a conclusão do calçamento, perfuração do poço, a fim de garantir as condições básicas para moradia no local e conclusão do obra, o gestor inclusive recentemente recebeu a visita dos técnicos da empresa Cabrália que vieram ao local fazer o levantamento completo para instalação da rede trifásica de energia no referido conjunto habitacional”.

 

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