Caso Fernanda: veja como surgiu a rixa entre Jivago Castro e Arimatéia Azevedo

Desde o lançamento do livro-reportagem ‘O Boato – Verdade e Reparação no Caso Fernanda Lages’, o OitoMeia tem feito uma série de matérias com base nos depoimentos colhidos pelo autor Eneas Barros que tem contribuído para desmistificar a morte da jovem encontrada morta no prédio em obras do Ministério Público no dia 25 de agosto de 2011.

A entrevista do promotor aposentado Eliardo Cabral, onde ele revela, depois de quase seis anos, que o engenheiro Jivago Castro, dono da Vanguarda, foi apontado “injustamente” no caso, é uma das mais emblemáticas. Em sua fala Eliardo informa que o jornalista Arimateia Azevedo, dono do Portal Az, “sustenta por algum motivo” o nome de Jivago. O próprio engenheiro diz que o citado jornalista o envolve no caso por “ódio à sua família”.

Por conta desse embate, deixado bem claro no livro de Eneas Barros, entre Jivago Castro e Arimateia Azevedo, o OitoMeia buscou ouvir os dois. O que realmente motivou o jornalista a publicar informações, como conta no livro, entre os dias 28 e 31 de agosto de 2011, onde acusa o engenheiro, apontando-o como principal responsável pela morte de Fernanda Lages com a matéria intitulada ‘GPS aponta o engenheiro Jivago Castro como o principal suspeito de matar Fernanda’. Esta matéria, que é a capa do livro, é colocada como o ponto principal do livro ‘O Boato’. Além desta matéria, que foi excluída do Portal Az, o jornalista ainda publicou outras notas em sua coluna insinuando a acusação contra o engenheiro.

Matéria publicada no portal está no livro ‘O Boato’ (Foto: Reprodução)

ARIMATEIA VERSUS JIVAGO
Por telefone, o OitoMeia tentou contato com Arimateia. Ele não atendeu. Mesmo assim a reportagem do OitoMeia encaminhou via WhatsApp e email as perguntas que gostaria que ele respondesse (as perguntas serão publicadas ao final desta matéria). Já Jivago aceitou falar à reportagem, mas disse que não iria conceder uma entrevista mais detalhada porque ainda aguarda o melhor momento de se pronunciar à toda a imprensa, que o procura para falar sobre o Caso Fernanda Lages já há quase seis anos.

“Como eu disse no livro, o tempo é o senhor de tudo e maior defensor da verdade. Vou falar porque vocês do portal querem esclarecer algo que me afetou muito, que foi o que fez este jornalista”, disse Jivago, por telefone, que respondeu as perguntas enviadas por e-mail (as perguntas a ele encaminhadas, com as respostas, também estão no final da matéria).

Arimateia Azevedo (Foto: Reprodução)

Jivago Castro (Foto: Reprodução)

INSINUAÇÕES SEM COMPROVAÇÕES
“Embora tudo que o jornalista tenha dito se encerrou em insinuações sem qualquer comprovação, até hoje o jornalista Arimateia Azevedo sustenta suas acusações à minha pessoa sem apresentar qualquer esclarecimento de sua posição quanto ao caso, já esclarecido pelas polícias Civil e Federal”. Assim desabafa Jivago ao se referir à motivação de Arimateia de acusa-lo, segundo ele, até hoje.

O engenheiro move vários processos contra o jornalista, acusando-o de ser o autor da calúnia que gerou o boato que envolveu seu nome no Caso Fernanda Lages, que teve uma das maiores investigações da história, tanto da Polícia Civil como da Polícia Federal. Na conclusão das duas polícias, não foi possível identificar um assassino. Mesmo assim, antes das investigações, como mostra o livro de Eneas Barros, o jornalista publicou a citada matéria onde um GPS apontaria o engenheiro. Fato até hoje nunca comprovado e, como já dito, excluído da lista de notícias do portal.

Entre os vários processos, maioria é por calúnia (Foto: Reprodução)

JORNALISTA E ENGENHEIRO FRENTE A FRENTE
Os processos criminais e cíveis, quatro ao todo, movidos pelo engenheiro contra o jornalista, se arrastam há quase seis anos. Em uma das audiências na Justiça, realizada em 2015, o jornalista Arimateia Azevedo e o engenheiro Jivago Castro finalmente puderam ficar frente a frente. Cada um, claro, com seus respectivos advogados de defesa. Arimateia, como réu, chegou a confessar ao Juiz que poderia ter desfeito “tudo isso”, diante de sua “credibilidade”, caso Jivago não tivesse ameaçado processá-lo após a publicação da matéria do GPS.

Para a defesa de Jivago ficou evidente que o caso era pessoal e a motivação do que os advogados do engenheiro consideram calúnia seria uma vingança de cunho passional. O engenheiro cedeu de maneira exclusiva ao OitoMeia trecho do vídeo onde é possível ver o jornalista afirmando que podia ter feito “desfeito isso”. Assista:

ARIMATEIA DIZ QUE QUERIA ERA AJUDAR JIVAGO
Como mostra o vídeo, o jornalista Arimatéia Azevedo se defendeu alegando que queria na verdade “ajudar” Jivago Castro. Para resumir a história, o jornalista disse em sua defesa que tomou conhecimento do caso através de amigos na segunda-feira seguinte ao dia em que Fernanda Lages foi encontrada morta, 29 de agosto de 2011, por volta do meio-dia, na Praça de Alimentação do Teresina Shopping.

Para a defesa de Jivago, Arimateia tenta isentar-se da responsabilidade de ter publicado a matéria ‘GPS aponta engenheiro como principal suspeita de matar Fernanda Lages’. O engenheiro disse que o jornalista admitiu, durante a audiência, que pensou em ligar para a mãe do engenheiro Jivago Castro para prestar solidariedade. Entretanto, ao invés disso, na dia seguinte (30/08/2011), publicou uma nota em sua coluna, que também foi veiculada no jornal O Dia, intitulada ‘Não matem a verdade’.

“Nesta nota (veja cópia da nota abaixo) o jornalista faz graves acusações a mim, inclusive acusando também o governador na época, que era Wilson Martins, como se este estivesse ajudando a encobrir o caso. Este texto do jornalista Arimatéia Azevedo viralizou em todas as redes sociais e fez com que cada vez mais, junto com as falas dos promotores de Justiça, a opinião pública me colocasse como culpado”.

Trecho de nota publicada por Arimateia Azevedo (Foto: Reprodução)

NA AUDIÊNCIA, ARIMATEIA NEGA TER ACUSADO JIVAGO
Como o jornalista não quis falar à reportagem, o OitoMeia conferiu o vídeo cedido pelo engenheiro. No decorrer da audiência é possível ver que Arimatéia Azevedo nega ter acusado Jivago Castro. Confrontado então pelo advogado do autor do processo, com sua própria matéria, ele preferiu não responder e nem justificar. Alegou que estava apenas ajudando o engenheiro. Arimateia disse que a matéria, com foto, serviria para que Jivago se explicasse, para que se apresentasse à polícia. Arimateia disse em sua fala que não imaginaria que estaria expondo Jivago como assassino ao citar seu nome e usar uma foto sua na reportagem publicada em seu portal, que foi inclusive copiada por outros sites de notícias, inclusive do interior do Piauí.

Matéria polêmica é a capa do livro ‘O Boato’ (Foto: Allisson Paixão / OitoMeia)

PARA ARIMATEIA, HÁ OU NÃO UM ASSASSINO?
Esta é uma das perguntas feitas ao jornalista Arimateia Azevedo: para ele, há ou não há um assassino de Fernanda Lages? Ao final do interrogatório, Arimatéia disse que aguardaria o resultado do Ministério Público, pois não acreditava no resultado dos inquéritos das Polícias Civil e Federal. “Para o jornalista, as duas polícias foram lenientes e não se esforçaram nas investigações, depositando sua crença de que Fernanda Lages fora assassinada. Ele disse que esperaria pelo que apontaria o Ministério Público”, disse Jivago.

O MP-PI fez um trabalho de investigação paralelo, que até hoje nunca foi concluído. Como já mostrou o OitoMeia em outras reportagens, os dois promotores que tanto falavam em ter um “assassino figurão, do pé 42” se afastaram. Eliardo Cabral se aposentou e Ubiraci Rocha abandonou o caso no dia 24 de fevereiro deste ano, numa tarde de sexta-feira de Carnaval. João Malato assumiu e, também procurado por este portal, disse o que já havia dito há dois meses: “ainda está analisando os autos do processo. E qualquer manifestação neste momento seria prematuro”.

Eliardo se aposentou, Ubiraci abandonou e agora cabe a Malato (Fotos: Reprodução)

VÍDEO DE ROBERT RIOS FOI USADO DURANTE AUDIÊNCIA
Jivago Castro repassou ao OitoMeia que na mesma audiência, o advogado de acusação apresentou um vídeo onde o ex-secretário de Segurança Pública, hoje deputado estadual Robert Rios, no dia 31 de agosto de 2011, apontou o jornalista Arimateia Azevedo, sem citar seu nome, mas deixando bem claro que era dele que estava falando, de ter sido o responsável por colocar o nome do engenheiro no caso.

Robert Rios inclusive, como mostra o vídeo exposto durante a audiência narrou um outro caso onde o jornalista teria criado relacionando o empresário Antônio do Camarão. A reportagem teve acesso ao vídeo exibido durante a audiência. Também cedido por Jivago, foi feito de uma entrevista do então secretário ao jornalista Silas Freire, apresentador na época do programa Agora, da TV Meio Norte. Assista:

JIVAGO FALA DE OUTROS SUPOSTOS BOATOS DE ARIMATEIA
O engenheiro Jivago Castro aproveitou a oportunidade para revelar outros supostos boatos que teriam sido criados pelo jornalista Arimateia Azevedo. Segundo ele, em 2008, o jornalista fez o mesmo tipo de acusação ao empresário Marcílio Colares, proprietário do restaurante Frango Leste.

“Era um ambiente da sociedade que Arimatéia costumava frequentar. O jornalista, sempre polêmico, fez repetidas matérias, dando conta de que o jovem empresário havia assassinado um funcionário e ocultado o cadáver. A polícia apurou os fatos e chegou à conclusão de que nunca houve crime ou desaparecimento, sendo tudo invencionice do jornalista por perseguição passional ao empresário”, contou Jivago.

Arimateia é um dos jornalistas que mais respondeu a processos no Piauí. Especula-se que foram mais de 180, conforme ele mesmo já declarou certa vez. “Sua linha editorial já lhe rendeu, inclusive, quatro dias de cadeia quando atentou contra a honra da advogada Audrey Magalhães”, lembra o engenheiro.

Jornalista Feitosa Costa é citado por Arimateia Azevedo (Foto: Reprodução)

PORQUE ARIMATEIA AZEVEDO NÃO QUER SE PRONUNCIAR?
Segundo Eneas Barros informa em seu livro, o jornalista foi procurado para ser entrevistado, mas não respondeu às perguntas formuladas, enviando apenas uma carta onde coloca a responsabilidade pela publicação do nome do engenheiro Jivago Castro nas mãos do colega Feitosa Costa.

“No portal GP1 foi publicada em 31 de agosto de 2011 a matéria ‘Caso Fernanda Lages: Engenheiros serão ouvidos pela Polícia’. Nela há a informação de que um engenheiro, com a publicização de seu nome e fotografia, seria ouvido no inquérito policial aberto”, assim justificou Arimateia em email enviado e publicado no livro de Eneas Barros. É a única justificativa, até agora, do jornalista. O OitoMeia reitera que o espaço está aberto, mesmo após a publicação desta matéria, o espaço para que Arimateia Azevedo se pronuncie. Já o Caso Fernanda Lages, prestes a completar seis anos, segue sem respostas. Com a palavra, o Ministério Público.

PERGUNTAS ENVIADAS A JIVAGO CASTRO
Jivago Castro foi insistentemente procurado pelo OitoMeia. Disse que este assunto lhe traz muito sofrimento e se limitou a responder apenas a situações relacionadas a Arimateia Azevedo, a quem ele tem como o principal divulgador do “boato”, como mostrou o livro de Eneas Barros. Segue, na íntegra, as perguntas e as respostas:

OitoMeia – Por que o jornalista Arimetaia Azevedo teria motivos para lhe acusar de um crime tão bárbaro?
Jivago Castro – Eu acredito que tudo foi pessoal pelo imenso ódio que o jornalista alimenta contra minha família, em especial, meu tio o deputado Marcelo Castro. Ele é uma pessoa sem limites e sem ética, uma pessoa ruim de natureza. Fez isso comigo de caso pensado, me jogou nessa fogueira movido pelo seu instinto ruim de prejudicar por prejudicar, por motivos fúteis e sem dar condições de defesa haja vista a envergadura da imprensa.

Já fez o mesmo com varias outras pessoas em nossa cidade e vai continuar fazendo enquanto a justiça não o condenar. Diariamente ele ataca pessoas de bem com deboche e picardia e se regozija sadicamente de seus feitos, parece mais um distúrbio, uma necessidade de ver as pessoas sofrerem. Me lembrei de um parasita que existe na Polônia que infecta caramujos e estes passam a buscar a luz do sol por sentirem frio provocado pelo parasita. Ao subirem para a copa das arvores são devorados pelos corvos.

É a forma que o parasita tem para se perpetuar pois, os corvos espalham o parasita em suas fezes infectando novos caramujos. É isso que ele faz, infecta pessoas de bem com sua maldade para poder sobreviver do sofrimento provocado pelas suas mentiras. Para ser mais objetivo acho que ele apenas encontrou uma forma de aparecer dentro da sua mediocridade neste caso e ate hoje passados seis anos, explora a morte dessa moça e o sofrimento da família dela para se promover e vender matérias, ele tem ganho muito dinheiro com esse caso.

OitoMeiaSegundo Eneas Barros em seu livro ‘O Boato’, o boato surgiu após publicação de matéria de Arimateia Azevedo. Foi exatamente isso que lhe prejudicou? O senhor se sente injustiçado?
Jivago Castro – Obviamente alguém que é apontado por um jornalista como assassino é muito prejudicado. Tudo se torna mais difícil, infelizmente esse jornalista usa a profissão para cometer crimes, como fazia aquele médico estuprador, Roger Abdelmassih.

Não há diferença nenhuma entre os dois na minha opinião. Minha vida durante muito tempo se tornou muito difícil. Sofri muito, mas o pior mesmo, foi ver minha mãe, meus irmãos, meus parentes e amigos sofrendo e sendo atacados por conta da mentira desse parasita. Essa grande mentira até hoje povoa a mente de pessoas que não buscam a verdade e nem se colocam no lugar de um injustiçado. Eu fui sim muito injustiçado, mas também me considero muito abençoado. Num furacão desses a gente encontra amor, solidariedade… faz novos amigos e se afasta dos falsos, cresce sob todos os aspectos.

Um grande amigo me disse: ‘os bons se elevam e os ruins se acabam na dor’. Só ficou ao meu lado quem me conhece e sabe que eu jamais faria um absurdo desse. Graças Deus sobrevivi e hoje sou uma pessoa muito melhor, mais forte, espiritualizada e corajosa para ter enfrentado tanta maldade que fizeram comigo, tive que me reinventar criando forças para seguir em frente. Já para meus detratores chegou a hora de prestar conta com a verdade, embora lenta é inconvertível, quem mentiu, caluniou e se promeveu as custas da dor e do sofrimento de duas famílias, será julgado nesta ou noutra vida.

OitoMeiaComo o senhor vê a saída do promotor Ubiraci Rocha e a entrada no novo promotor João Malato do Caso Fernanda Lages? O que o senhor espera ao final disso tudo?
Jivago Castro – Eu acho que na vida fazemos escolhas e temos que arcar com as consequências delas. Chegou a hora dos dois promotores que abandonaram o caso, depois de muito prometer e enlamear minha vida, ajustarem suas contas com a justiça. O CNMP está aí para isso. Eu acredito que os promotores foram bastante influenciados pelo jornalista Arimateia Azevedo. Tem uma passagem no livro que relata uma visita do promotor Ubiraci Rocha, dia 16/09/2011, à sede do Portal AZ.

Foi até noticiada na coluna do próprio jornalista Arimateia Azevedo. Eu deixo a pergunta: “Porque um promotor de justiça iria antes num portal de noticias, conhecido pelo seu alto grau de fofocas e baixarias, se informar sobre uma investigação policial se já havia um grupo de quatro delegados e muitos peritos com quinze dias de trabalho avançados?”. Gostaria que me respondesse. Ou ao portal de vocês. Durante toda a investigação, ambos, o jornalista e este promotor (Ubiraci Rocha), eram vistos em bares, restaurantes… bastante vaidosos, pousando de paladinos e diariamente o jornalista antecipava em sua coluna os passos seguintes dos promotores.

Havia uma imoral, anti-ética e suspeita relação entre um promotor de justiça e o jornalista que publicou uma forte acusação contra minha pessoa. Eles serem amigos é uma coisa. Se unirem para arrebentar a vida de um inocente é algo bem grave. Ubiraci Rocha passou quase seis anos procurando uma forma de sair desse caso e deixar tudo como está. Quer dizer: “Não posso provar nada pois as provas foram destruídas”, “fiz o que pude”.

E eu que ficasse com mancha na minha vida. Arrumou um argumento desonesto, o desaparecimento de um volume da investigação, que segundo o jornalista continha provas “importantíssimas” e que agora tudo estava acabado. E o pior: acusou um amigo de ter dado fim nos documentos. Foi preciso o promotor Regis Marinho com um simples ofício à Policia Civil -que Ubiraci Rocha tanto chamou de imprestável- tomar providência e conseguir recuperar o volume que sumiu de volta, deixando muito claro até para um recém-nascido que a intenção era desaparecer de cena.

Ninguém engana todo mundo o tempo todo. Entregou sua renúncia numa sexta feira a tarde, em plena época de Carnaval e saiu sem dar satisfação a sociedade e principalmente à família de Fernanda Lages. Esta foi alimentada por ele, promotor, de esperança no caso. A opinião pública que tire suas conclusões. Percebeu o quanto o jornalista se esforçou para ajudar o amigo neste triste fim. Chegou a chamar o promotor Regis Marinho, um homem de reputação ilibada e de vida honrada, de ladrão de processos. Até o colocou como suspeito de estar ajudando poderosos. Poderosos esses que Ubiraci Rocha e Eliardo Cabral, juntamente com Arimateia Azevedo, criaram, mas que só existe nos argumentos sem qualquer credibilidade deles.

Mas sim, eu acredito que a entrada do novo promotor, João Malato, trará um final definitivo para esse caso. São seis anos de martírio para a família de Fernanda Lages, sendo explorada por esse mentecapto desse jornalista. Essa família merece uma resposta, seja ela qual for, por parte do Ministério Publico. Agora acredito que o caso será tratado com seriedade. Me disse um amigo juiz de direito: “promotor escreve no libelo. Televisão é para artistas de filme”. Nesse caso houve mesmo foi muita vaidade e vontade de aparecer, tinha gente sonhando em virar deputado federal. Espero que o novo promotor esclareça de vez por todas o que de fato aconteceu com a estudante naquela madrugada.

Espero que ele esclareça também o que não passou de invencionice, como o boato criado por este jornalista. Peço humildemente ao promotor João Malato que leve isso em consideração e faça justiça à minha pessoa. O Ministério Publico e a Polícia Federal estão transformando nosso País e merecem todo respeito e credibilidade. Não vejo os promotores anteriores à altura desta instituição. Se um dia prestaram bons serviços a sociedade, nesse caso erraram muito. Foram injustos e não tiveram a hombridade de esclarecer toda sujeira que jogaram em um inocente. Se valeram da função para se promover e o orgulho deles falou mais alto. Eliardo Cabral, no livro de Eneas Barros disse ao escritor que nunca me acusou e que sou inocente.

Porque não disse isso naquela época? Porque esperou seis anos? Teria sido mais digno dele dizer que se precipitou, que me acusou e agora reconhece seu erro, é assim que as pessoas corretas fazem quando erram. Eles, os promotores e o jornalista, não expuseram só a mim. Expuseram também a instituição Ministério Público, a instituição de maior credibilidade do Brasil. Colocaram todo o MP numa situação tão vexatória, obrigados a apresentar um culpado que não existe. E isso está nos autos da Polícia Federal: nunca houve um suspeito. Foram obrigados a deixar o caso fenecer e cair no esquecimento.

Aos poucos foram esfriando e desaparecendo. Saíram da mídia, não procuraram mais a imprensa como naquela época, para então, fugir das suas responsabilidades. Me deixaram como o poderoso figurão que eles tanto apontaram o dedo. O figurão que conseguiu comprar até governador, todo o corpo de segurança pública do Piauí, da Paraíba e do Distrito Federal e até a Polícia Federal. Quanta irresponsabilidade… Vamos aguardar e tenho certeza que a verdade sempre vence a mentira. Olha a ironia: logo eu, o poderoso figurão malvadão que eles plantaram, sou a última pessoa cobrando por uma resposta nesse caso. Que venha a resposta do Ministério Público!

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