Dupla é condenada por render mulher com faca e roubar celular em Batalha-Pi

A juíza Lidiane Suely Marques Batista proferiu sentença condenatória contra dois rapazes acusados de roubo contra uma jovem em Batalha (PI). O crime ocorreu no dia 12 de julho deste ano. Felipe de Carvalho Silva, 21 anos, foi condenado à pena de seis anos e oito meses em regime fechado, e Adailton Carlos Oliveira Nunes, à pena de cinco anos e quatro meses de reclusão em regime inicial semiaberto. A sentença foi publicada no Diário da Justiça no dia 26 de outubro deste ano.

Segundo os autos, no dia do crime, por volta das 18h40min, ambos teriam roubado um celular de marca/modelo Motorola, de propriedade de Frabrícia Gomes Pereira, mediante grave ameaça exercida com o uso de arma branca não apreendida.

Conforme acusação do MPE, por ocasião dos fatos o denunciado Adailton apoderou-se da motocicleta de sua mãe e acompanhado do denunciado Felipe passaram a procurar vítimas do sexo feminino para assaltar na cidade de Batalha, sendo que o Adailton pilotava a motocicleta com o Felipe na garupa, armado com uma faca, momento em que encontraram a vítima, sozinha, no bairro Formigueiro, e anunciaram o assalto, exibindo a arma e exigindo o aparelho celular.

A vítima Fabrícia Gomes, em depoimento disse que estava indo para igreja quando 02 rapazes se aproximaram em uma moto, sem capacete, tendo o Felipe descido e se aproximado com uma faca, dirigindo-a para a sua barriga, sem, contudo, encostá-la em sua barriga, mandando passar o celular, e a vítima entregou. Disse que além do celular estava com uma bíblia dentro da qual tinha dinheiro, mas não foi levado. Que o celular foi restituído um pouco ralado. Que depois do ocorrido deixou de sair de casa e mesmo em casa tem medo de ficar sozinha por medo de um novo assalto. Ela fez o reconhecimento dos réus por meio de fotos.

Em seu interrogatório o réu Felipe Carvalho afirmou que estava há 03 dias na rua usando drogas e bebendo cachaça, e se encontrava na garupa da moto do Adailton no momento em que viu a vítima e pulou da moto, abordando a mesma, exigindo o celular, o qual lhe foi entregue. Disse que enquanto abordava a vítima o Adailton parou mais adiante, tendo o depoente ido ao encontro dele em seguida, com o celular, mas jogou a faca fora. Informou achar que o Adailton viu o depoente usando a faca pois o mesmo lhe perguntou porque o depoente fez isso, tendo dito a ele que a vítima não tinha nada. Acrescentou que o Adailton ficou há uns 30m do local em que abordou a vítima, e depois o Adailton lhe deixou em sua casa.

A magistrada assinalou que Felipe responde outro processo de nº 0000079-51.2018.8.18.0040, por crime de igual natureza (furto), além de já ter sido condenado no processo nº 0000924-54.2016.8.18.0040 (imputação de furto tentado), cujo feito se encontra em fase recursal. Não bastasse, enquanto menor, respondeu a 04 representações por atos infracionais processos n. 0000052.39.2016.8.18.0040, 0000083-59.2016.8.18.0040, 0000435-17.2016.8.18.0040 e 0000489-80.2016.8.18.0040 -, os quais foram ao final extintos em razão da sua condenação em ação penal e início da execução penal com pena restritiva de liberdade, todos com imputação de crimes contra o patrimônio.

Já o réu Adailton Carlos declarou que pediu a moto da mãe emprestada para ir cortar o cabelo e depois encontrou o Felipe, o qual lhe chamou para dar uma volta, esclarecendo que os dois tinham usado rohypinol, o qual foi fornecido pelo Felipe. Disse que quando passaram pela vítima o Felipe pulou da moto, abordou a vítima, e tomou o celular dela, asseverando, contudo, que não viu a faca. Aduziu que o Felipe voltou com o celular na mão, montou na moto e saíram do local, tendo o Felipe ficado com o celular, e em seguida deixou o Felipe em uma próxima e foi para casa, não sabendo como o pneu da moto furou. Esclareceu que parou a moto depois que Felipe pulou e ficou aguardando enquanto o parceiro praticava o roubo, e não contou o ocorrido para ninguém. Adailton disse que Felipe vendeu o celular por R$90,00.

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