Estrangeiros chegam em Barras de paraquedas e população estranha

Na noite de sábado (4) um deles foi visto caminhando na PI 113, indo na direção de Cabeceiras, com uma grande mochila nas costas, chamando a atenção porque este tipo de cena não é comum nas estradas que cruzam o estado

Gringos vindo do céu e caindo em território barrense literalmente de paraquedas na zona rural de Barras, um espetáculo bonito de se ver. Mas de onde vêm mesmo? Para onde vão? O que vêm fazer? Só o que se sabe é que falam espanhol e por isso são chamados de mexicanos.

Na noite de sábado (4) um deles foi visto caminhando na PI 113, indo na direção de Cabeceiras, com uma grande mochila nas costas, chamando a atenção porque este tipo de cena não é comum nas estradas que cruzam o estado. O máximo que se vê são andarilhos que geralmente não carregam nada. Este  deve ser o da foto abaixo que aterrissou precisamente na localidade Alto Bonito, entre os dois municípios.

O longah foi procurar descobrir o que estrangeiros podem querer fazer na região e porque a escolha de Barras. O tenente Batista Júnior não soube responder, mas achou estranho e prometeu investigar. Afinal por que usar um veículo convencional?

O historiador de Boa Hora, Carvalho, explicou que já conversou com um deles. E que são desportistas que praticam parapente, que é semelhante a um paraquedas, pois também tem uma estrutura flexível e o utilizador fica suspenso suspenso. O voo de parapente é uma modalidade de voo livre que pode ser praticado tanto para recreação quanto para competição, sendo considerado um esporte radical.

“Esses caras praticam um esporte chamado Parapente, pegam voo na cidade de Quixadá-CE, ( região alta e com ventos forte) e vence quem aterriza mais longe. Outro dia conversei com dois que aterrizaram próximo a Barras. Os dois eram de Portugal, identificados como Carlos Lopes e Eduardo Lagoa. Eles procuravam algum artesanato pra levaram, viemos até o centro da cidade, onde os mesmo compraram cajuína e cachaça ali na mercearia do seu Zé Lucas”, relatou Carvalho.

Carvalho conta que suíços desceram próximo á comunidade Morada Nova, na zona Rural de Boa Hora, estes disseram ser da Suíça. “Eles usam rádio comunicador e onde aterrizam são resgatados por transporte terrestre. O aparelho facilita a localização!”, explicou.

OUTROS ESTRANGEIROS

A história de estrangeiros em Barras não dá um livro. No máximo um capítulo por ser pequeno o número deles em território barrense. por isso causam tanta curiosidade. A maioria de gringos eram da área de medicina. Ultimamente tem surgido colombianos que fazem empréstimos no município. Há quem diga que esses colombianos moram em Cabeceiras porque diariamente chegam na rodoviária de outra cidade, oferecem serviço de empréstimo e vão embora no mesmo dia.

Acontece que os colombianos que trabalham com dinheiro não são bem vistos pela polícia. Em julho deste ano, uma blitz denominadas ‘Start’ da Polícia Militar do Piauí, prendeu dois homens naturais da Colômbia na área do 8º Batalhão da PM, zona Leste de Teresina.

A dupla estava portando dinheiro, celulares, ácido bórico, bicarbonato de sódio. Além disso, a polícia também informou que os colombianos tem uma possível relação com agiotagem. O que não pode se afirmar que é o que acontece em Barras.

Não é de hoje que o Piauí recebe pessoas da Colômbia para a prática de agiotagem. A polícia investiga que colombianos oferecem o empréstimo com 20% de juros e, com um diferencial: o recolhimento é diário, num valor médio de R$ 20,00 ou mais, sendo este negociável com o credor.

Segundo a polícia, os pagamentos são controlados por meio de um cartão de visitas que possuem uma pequena tabela de controle. Preferencialmente, os clientes aceitos são donos de comércio.

Entretanto, é bom que se frise, que a reportagem não está afirmando que este grupo que anda em Barras faz empréstimos ilegais.

MAIS INVESTIGAÇÃO

Desde 2016, Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) estava investigando a atuação de uma quadrilha colombiana de agiotagem em Teresina. A apuração foi desencadeada após um comerciante da Zona Sul denunciar a ação do grupo, que emprestava dinheiro com o compromisso de o pagamento das parcelas ser feito diariamente.

Os pagamentos são diários e caso o comerciante não consiga pagar a parcela do dia, terá que pagar duas no dia seguinte. “Por exemplo, se você pega R$ 1 mil emprestados você paga 60 reais diariamente. Todos os dias vai passar alguém para pegar o dinheiro, sempre de segunda a sábado durante 20 dias”, explicou pelo telefone pessoa que trabalha com o grupo.

Em outro trecho da conversa, ela diz que os juros já estão incluídos no valor da parcela. “O pagamento você faz só durante 20 dias e depois disso termina de pagar tudo. Porque nos R$ 60 estão inclusos os juros e a quantidade emprestada”, falou. A agiotagem é crime previsto no Código Penal Brasileiro.

Segundo um comerciante de Teresina, a pessoa que não consegue pagar as parcelas recebe ameaças. Ele diz que conhece vários outros que foram à falência após não conseguir pagar a dívida. “Eles deixam os cartões embaixo das portas dos comércios com os telefones para quem se interessar em fazer o empréstimo. O problema é que muitos não conseguem mais pagar e todos os dias eles vêm fazer as cobranças”, relatou.

O comerciante ainda contou como ocorrem as ameaças do grupo nos dias em que os pagamentos não são realizados.”Quando a gente não consegue pagar, eles vêm com aquela conversinha, dizem que estão em Teresina e que não têm nada a perder aqui. Que é bom a gente providenciar logo o pagamento”, contou.

 

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