Falta de dinheiro contribui para que causas de morte não sejam apuradas no interior

Muitas vezes, por não ter condição financeira para acompanhar o caso em Teresina e fazer o traslado até a cidade que mora, a família renuncia a investigação da causa da morte de um ente querido.

Este é o caso de homem identificado por Raimundo Nonato dos Santos, de 45 anos, que morreu afogado em um açude na zona rural de Cabeceiras do Piauí.

De acordo Luiz Carlos, comandante do GPM de Cabeceiras, a vítima teria ido banhar no açude por volta das 15h:00 quando foi encontrado por moradores horas depois boiando em uma das margens do Açude Contradição. Nenhum amigo ou familiar teria ido com ele durante o banho.

” Estivemos no local e constatamos o afogamento. Não encontramos indícios de que ele teria sido assassinado, mas não sabemos a razão do afogamento. Provavelmente ele tenha sofrido algum mal subido ou um ataque epilético quando nadava nas águas do açude” disse.

Apesar do Instituto Médico Legal se dirigir aos municípios sempre que acontece uma morte, a equipe é pequena e pode demorar bastante, principalmente se existirem outros casos mais graves em cidades diferentes. Ou mesmo se as equipes já estiverem deslocadas.

O interessante é que os prefeitos dos municípios possam delegar essa função para os médicos locais ou capacitarem peritos para atuarem em nível municipal.

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here