Governo Bolsonaro volta atrás e decide trazer cubanos de volta

O governo federal pretende editar no mês que vem medida provisória alterando o programa Mais Médicos e reincorporando parte dos profissionais cubanos.

Após as saídas dos cubanos bastante criticada pela oposição, o governo Bolsonaro teve dificuldade de suprir a demanda por médicos, principalmente nas regiões mais distantes. O município de Cabeceiras-PI foi um dos que não tiveram todas as vagas supridas, comprometendo o atendimento médico.

Bolsonaro engole seco e tem que voltar atrás por ter que reconhecer que estava errado na sua intenção de agradar os médicos e, de quebra, acabar com um programa criado no governo do PT tão criticado por ele.

Os médicos do país da América Central tiveram de sair do programa com o rompimento do acordo de colaboração entre Brasil e Cuba, mas a ideia é que voltem a trabalhar na atenção básica do SUS (Sistema Único de Saúde) por um período de até dois anos. Terminado esse prazo, precisarão revalidar o diploma.

A estimativa é de que 2 mil dos 8 mil profissionais que vieram para o Brasil permaneceram aqui depois do fim do acordo, muitos na esperança de serem readmitidos pelo governo federal.

Cerca de 700 destes médicos têm a situação regularizada, porque se casaram com brasileiros. Somente os cubanos que trabalharam no Mais Médicos – criado em 2013 pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) –  e permaneceram no país teriam direito à reincorporação.

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