Há 13 anos em Barras, jovem poeta escreve cordel que retrata a saudade de sua cidade natal

Poesia é uma forma de expressar nossos sentimentos com letras, palavras, versos e estrofes. Poemas já foram usados como declaração de amor, felicidade, contra tiranos e guerras, além de ser uma forma de exaltar nossa paixão por um lugar.

Em 1846, Gonçalves Dias escreveu o poema “Canção do exílio”, aquele mesmo que declama “Minha terra tem palmeiras/ Onde canta o Sabiá/ As aves, que aqui gorjeia/ Não gorjeiam como lá”.

No poema, Dias exalta a natureza e as belezas do Brasil enquanto estava em Portugal, cursando faculdade de direito.

Esse saudosismo por nosso lar inspirou muitos outro poetas antes e depois dele.

Saudosa Bauru

E quem disse que Bauru também não merece homenagem em forma de arte? Nascido aqui, o poeta Jhonnes Sousa deixou a cidade com dois anos de idade e há 13 mora no Piauí.

Com saudades da terra sem limites e querendo deixar marcado os traços de Bauru de suas lembranças, Jhonnes escreveu um cordel sobre a cidade.

“Ao escrever essa poesia homenageando minha cidade Bauru (SP), permiti que o amor e o orgulho que sinto pela minha terra natal escorressem pelos meus versos, de modo muito intenso”, ele comenta.

Confira o cordel na íntegra:

Peço licença ao leitor
A Deus pai inspiração
Para falar da minha terra
Com muita admiração
És uma cidade querida
Bauru, berço da nação

Espero ainda te devolver
Devolver o meu passado
E as lembranças continuam
Em um coração apertado
Mas tenho ainda esperança
De volta para teu lado

A saudade é bem grande
Mas um dia votarei
Detenho essa certeza
Desde quando aqui cheguei
Pois ainda tenho saudade
De tudo o que aí deixei

No espelho da minha mente
Vejo teus campos retratados
Mesmo com dificuldades
Dos poucos lembrados
Lembro do teu seio amado
Que deixa muitos encantados

Por isso é que eu suplico
Para voltar a meu lar
Barras, é meu tesouro
Mas você é meu lugar
E a terra que eu nasci
Não há de me abandonar

Nesses versos tão simples
Que veio com a memória
Relembro o que já vivi
No passado dessa história
E transcorre em meu ser
Seja na queda ou na glória

Poesia como paixão

Jhonnes começou a escrever seus primeiros poemas ainda na infância, aos nove anos. Para ele, a poesia é mais do que um hobby, ela mexe com os sentimentos e com a sensibilidade dele de maneira única.

Ele lembra que, desde criança, escutava cordéis dos ídolos Bráulio Bessa e Patativa do Assará. Foi assim que a poesia começou a encantar o menino.

“Fui tomando gosto por essa arte. Um dia recitei uma obra de Bráulio Bessa, intitulada ‘A Força do Professor’ durante uma apresentação no meu colégio, conquistei todo o público e recebi inúmeros elogios. Depois, eu não parei mais de recitar e escrever poesias para publicar nas minhas redes sociais”, ele lembra.

Sobre as inspirações, Jhonnes as tira do seu redor, da sua história, do país e das coisa que lê e ouve. O poeta ainda tenta usar temas históricos, políticos, sociais e naturalistas em suas obras.

Sobre o cordel que escreveu de Bauru, ele afirma:

“Bauru é o berço de grandes artistas e sempre me senti inspirado pela atmosfera do lugar onde nasci, pois essa cidade representa a minha história, é minha essência”.

Para ele, a poesia é uma das melhores formas de construir uma ligação entre o mundo real e o simbólico. Isso, sem contar que a poesia também contribui para a formação do imaginário das pessoas!

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