Janeiro Roxo/ Veja o número de casos de hanseníase em Barras. Saiba como se prevenir!

A hanseníase tem cura. O tratamento pode ser de 6 meses a 12 meses, de acordo com o diagnóstico. O tratamento é gratuito, pelo SUS, nos 224 municípios do Estado.

O Janeiro Roxo é o mês que a hanseníase entra na pauta de discussões no Brasil. Apesar do número ter aumentado no Piauí, em Barras, o número de pessoas diagnosticadas permaneceu o mesmo nos anos de 2016 e 2017. Doze pessoas possuem a doença no município e é importante que a população saiba como prevenir. Veja no link a seguir:

VEJA AQUI COMO PREVENIR A HANSENÍASE

O Piauí registrou 935 casos de hanseníase em 2017, representando um aumento em relação a 2016, quando foram notificados 911, o que corresponde a 2,67%. Os dados revelam ainda que aproximadamente 67,5% deles (631), foram notificados já em estágio transmissível. É o que aponta o Boletim Epidemiológico divulgado pela Coordenação Estadual de Controle à Hanseníase, da Secretaria de Estado da Saúde.

As notificações mostram também que o Estado apresenta 29,1 casos para cada 100 mil habitantes, parâmetro considerado muito alto. “Tanto a classificação predominante, do tipo multibacilar, e o parâmetro de detecção da doença (muito alto), chamam a atenção para a necessidade de mais envolvimento dos serviços de saúde dos municípios em estratégias para o alcance do diagnóstico precoce da doença. Com a classificação multibacilar predominante mostra que existe focos da doença em atividade em todo estado”, alerta a supervisora estadual de Controle de Hanseníase, Eliracema Alves.

A divulgação do Boletim integra uma das atividades da campanha “Janeiro Roxo”, mês em que são reforçadas as ações de prevenção e combate a hanseníase. Além dessa ação, a Secretaria de Estado da Saúde realiza capacitações voltadas para os profissionais de saúde e reforça a importância do paciente buscar atendimento nas unidades de saúde do seu município, caso perceba o aparecimento de manchas nas peles, em qualquer parte do corpo, principalmente se houver diminuição de sensibilidade ao calor e toque.

Em outubro do ano passado, o Estado aderiu à campanha nacional Brasil Livre da Hanseníase, quando, em parceria com o Ministério da Saúde, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), além da Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Movimento Morhan, foram realizados 506 atendimentos e capacitados mais de 1.400 profissionais de saúde. Somente naquele período, foram notificados 110 novos casos da doença, nos municípios de Teresina, Parnaíba e Floriano.

O Estado, junto ao Ministério da Saúde, trabalha a educação em saúde para população, campanhas de diagnóstico e capacitação para profissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF) além de dar apoio os municípios na busca dos casos de hanseníase.

“O Piauí é um Estado endêmico para hanseníase, por conta disso, nossos trabalhos são voltados ao diagnóstico precoce. O Estado desenvolve um trabalho de busca constante a novos casos para melhorar os indicadores e condições das pessoas com hanseníase”, comenta Eliracema Alves.

Hanseníase
A supervisora explica que a hanseníase é uma doença que atinge primeiramente os nervos, e em seguida, de forma tardia, as manchas. Essas manchas podem ser de coloração amarronzada ou rósea, são indolores, ou seja, não doem. Essas manchas têm diminuição de sensibilidade, são dormentes e que se não forem tratadas em tempo certo, precocemente, elas podem evoluir com incapacidades, deformidades.

A hanseníase tem cura. O tratamento pode ser de 6 meses a 12 meses, de acordo com o diagnóstico. O tratamento é gratuito, pelo SUS, nos 224 municípios do Estado. Confira números de 2016 e 2017!

Apesar de não estar fechado o número de casos novos de hanseníase no ano de 2017, observa- se que o número de casos novos aumentou pouco, isto demonstra que houve durante o ano estratégias direcionadas para o diagnóstico precoce da doença, tais como: Educação em saúde para população, campanhas de diagnóstico em alguns municípios e capacitação para profissionais das Estratégias Saúde da Família (ESF).

De acordo com a Classificação Operacional da Hanseníase, observa-se que nos dois anos apresentados a Classificação Multibacilar predomina, mostrando que existe focos da doença em atividade em todo estado,

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