JURI: Acusados de matar e ocultar corpo do adolescente em Batalha pegam 18 anos

Em juri popular, os irmãos José Ezequiel e Luís Felipe pegaram uma pena de 18 anos e 10 meses, cada um, por matar e esconder o corpo de Henrique da Costa Lima (foto). Além disso, pegaram 10 dias-multa. De acordo com o Código Penal, o “dia-multa” é o valor unitário a ser pago pelo réu a cada dia de multa determinado pelos magistrados. A quantia é recolhida ao Fundo Penitenciário Nacional e deve ser de, no máximo, 360 dias-multa.

A pena foi por homicídio, ocultação de cadáver e corrupção de menor.

Além dos irmãos Luís Felipe da Conceição Costa e José Ezequiel da Conceição Costa, ainda havia um terceiro envolvido,  mas como é menor terá julgamento especial.

Para a juíza, Lidiane Suély Marques Batista, da Vara Única da Comarca de Batalha-Pi, “existem subsídios suficientes de materialidade e indícios de autoria a justificar a pronúncia dos dois réus, pela prática dos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil e emprego de meio cruel”.

Entenda o caso

Conforme a denúncia do Ministério Público do Piauí (MP/PI), no dia 30 de janeiro deste ano, na localidade Marajá dos Almeida, zona rural de Batalha, os acusados juntamente com o irmão menor, de iniciais A.E.C, utilizando-se de uma espingarda e uma faca, atiraram contra a vítima Henrique da Costa Lima, 16 anos, acertando-lhe o peito e, em seguida, cortaram-lhe a garganta, provocando-lhe hemorragia e, consequentemente, o óbito

Por ocasião dos fatos, os denunciados, junto com o irmão menor e a vítima de homicídio já mencionados, faziam verdadeiro arrastão na região denominada Vitória de Baixo, município de Batalha, praticando ilícitos e atos infracionais em detrimento do patrimônio particular. Ocorre que na divisão do produto dos furtos iniciou-se uma desavença entre os envolvidos, isso no dia anterior à morte da vítima, na casa em que os mesmos ocultavam o produto dos furtos, cuja discussão se deu porque não concordaram quanto ao valor atribuído a um botijão de gás, se R$100,00 ou R$70,00.

Assevera o MPE que no dia seguinte a vítima HENRIQUE, teria retornado ao esconderijo, e lá se encontrou com o menor A.E.C., os quais iniciaram nova discussão, momento em que o menor A.E.C., se armou de uma espingarda e desferiu contra o peito da vítima um tiro. Acrescenta o MPE que a vítima, ainda viva, debatia-se e gritava, mas já com a presença dos denunciados, estes armaram-se com uma faca e cortaram o pescoço da vítima, sem deslocar a cabeça do corpo, vindo a mesma a esvair-se em sangue, e a morrer.

Segundo o MPE relata, em sucessivo, os denunciados e o menor A. E. C., cortaram os punhos de uma rede e amarram as mãos da vítima, e munidos de um cavador, arrastaram o corpo pelo matagal à procura de um local ermo, oportunidade em que o calção que a vítima vestia ficou pelo caminho, e ainda nas proximidade das casa dos mesmos, cavaram um buraco de pouca profundidade, e ali jogaram a vítima com o rosto para baixo, providenciando a cobertura da cova.

Segundo o MPE relata, em sucessivo, os denunciados e o menor A. E. C., cortaram os punhos de uma rede e amarram as mãos da vítima, e munidos de um cavador, arrastaram o corpo pelo matagal à procura de um local ermo, oportunidade em que o calção que a vítima vestia ficou pelo caminho, e ainda nas proximidade das casa dos mesmos,
cavaram um buraco de pouca profundidade, e ali jogaram a vítima com o rosto para baixo, providenciando a cobertura da cova.

Ao final, alega que o fato veio à tona devido ao liame entre o último furto praticado pelo menor A.E.O., e a vítima HENRIQUE, no dia 28.01.2018, e o desaparecimento da vítima no dia 30.01.2018, culminando com a localização do cadáver em 07.02.2018.

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