MDB quer Themístocles Filho novamente presidente da Assembleia Legislativa

Durante a primeira reunião do partido após as eleições, o MDB confirmou o apoio à candidatura à reeleição para a presidência da Assembleia Legislativa do deputado estadual Themístocles Filho (MDB). Segundo o presidente do partido, Marcelo Castro (MDB) declarou que, no contexto político instalado após a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da Republica, o nome do deputado estadual é o mais indicado para o cargo.

Para ele, o deputado estadual Themístocles Filho preenche todos os requisitos necessários no momento ao o presidente da Casa. Segundo Marcelo, é necessário que aja uma consonância durante a eleição para o nome que presidirá a Casa. “Themístocles seria conveniente para o governador e para todas as forças políticas que compõe a Assembleia no momento”, afirmou.

Há especulações de que o nome apoiado para a disputa pelo governador Wellington Dias, seria o do deputado estadual Zé Santana (MDB). Questionado pela reportagem do OitoMeia sobre a especulação, Marcelo Castro afirmou não ter conhecimento sobre o assunto. Porém, pontuou que caso o consenso proposto não seja possível, a eleição será feita pela via democrática e o nome mais votado irá assumir  a presidência da Casa.

GOVERNO BOLSONARO E CRISE

De acordo com Marcelo Castro,  tendo em vista o atual contexto político nacional onde o estado e o país passam por uma crise que poderá ser acentuada nos próximos anos, o partido também buscará diálogo com Wellington Dias para a reeleição de Themístocles. A intenção é proporcionar ao governador uma ‘equipe enxuta’ de forma que os recursos da máquina sejam poupados, pois, de acordo com o deputado, o momento é de contenção de gastos e consonância entre ideias.

Durante a reunião feita nesta segunda-feira (05/11) pela cúpula do MDB, o partido pretende entregar uma carta ao governador, Wellington Dias (PT), onde serão pontuadas as análises do partido quanto ao atual cenário da politica brasileira. “Vamos escrever ao governador nossas propostas para enfrentarmos esse momento crítico que o Brasil poderá passar, com as novas medidas econômicas que serão tomadas pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes”, pontuou.

ESTADO MÍNIMO E A SITUAÇÃO DO PIAUÍ

Segundo Marcelo Castro declarou à reportagem, com a eleição de Bolsonaro, o governo do país tende a seguir uma orientação liberal, com uma presença menor do estado atuando sob a sociedade. Para o deputado federal, a nova forma de fazer política do Governo Federal no país deve afetar diretamente o Piauí: a restrição de recursos aos estados foi pauta da reunião do MDB nesta segunda-feira (05/11).

“Nós acreditamos que o Bolsonaro trabalhará em conjunto com os governadores de todos os estado assim como não irá perseguir  Piauí”, pontuou. “No entanto, como o governo é de orientação liberal, com um estado mínimo, arrecadação mínima intervenção mínima, isso levará a uma restrição maior de recursos federais para todos os estados, não somente o Piauí”, afirmou Marcelo Castro.

De acordo com o deputado, o Piauí sofrerá no contexto de um estado mínimo pois é dependente de recursos disponibilizados pelo Governo Federal. “Como somos dependentes em grandes medidas de recursos federais, é lógico que sofreremos mais do que os estados com uma independência maior”, explicou.

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