Porto/ Motorista e mãe podem responder criminalmente por atropelamento de criança

O delegado Renato Pinheiro ressaltou que está concluindo a investigação sobre o caso e não descarta a possibilidade de indiciar o motorista por lesão corporal no trânsito (artigo 303 do Código de Trânsito Brasileiro). Ele afirma que a mãe da criança também poderá “responder criminalmente na modalidade comissiva por omissão e não ter observado o dever objetivo de cuidado a uma criança de dois anos, porque ela atravessou a rua sozinha”.

Pinheiro destacou que o veículo estava a 10 km/h. “A criança veio se deslocando da esquerda para a direita. A 45 graus dele (motorista). Foi o ônibus se deslocando, e a criança se deslocando também. A colisão foi bem no meio do ônibus, significa que no raio de visão a criança apareceu, e o motorista não prestou atenção ao movimento periférico”, explicou o delegado.

O delegado disse ainda que o motorista foi alertado segundos depois do ocorrido, mas seguiu viagem e não prestou socorro à vítima. No retorno da viagem, ao passar novamente pelo local, a mãe da criança o parou e ocorreu uma discussão entre os dois. Após isso, o motorista se deslocou até a delegacia para contar ao delgado a sua versão do acidente.

Entenda o caso! 
Uma criança de dois anos de idade foi atropelada por um ônibus escolar da prefeitura de Porto Piauí. A imprudência ocorreu no povoado pilões de pedra, zona rural, quarta-feira (15).

Ivanilce Moraes, mãe do garotinho atropelado, disse apavorada na internet que o motorista “passou por cima de seu filho” na frente de outros alunos e seguiu viagem sem prestar os primeiros socorros.

A vítima foi encaminhada pelos próprios pais com ferimentos ao hospital municipal. O condutor do veículo teria esclarecido que não percebeu a criança por perto no momento do acidente.

No entanto, a direção do hospital também cometeu ato falho por não comunicar de imediato ao Conselho Tutelar ou à autoridade policial para acompanhamento, como determina a lei.

Contrariado, Francisco Sousa, pai do menino, registrou boletim de ocorrência na delegacia de polícia e a criança, com inchaço na cabeça e sem risco de morte, poderá ser encaminhada à Teresina para ser submetida a exames.

O prefeito ou a secretária de educação não se pronunciaram sobre o acidente e o motorista retornou no dia seguinte às atividades no transporte de alunos na zona rural, como se “nada tivesse acontecido”.

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