Presidente de sindicato de Porto é sentenciada por jogar livros novos no lixo

Parece contraditório, mas a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Porto Piauí (Sindserm), que deveria zelar pelos interesses do povo, terá que cumprir medidas cautelares impostas pela Justiça por ter jogado centenas de livros novos da educação no lixo.

Maria do Socorro Sotero Rocha do Rêgo, que foi defendida pelo advogado Virgílio Bacelar, terá que comparecer todo mês no Fórum da comarca portuense para prestar esclarecimentos de suas atividades pelo período de dois (02) anos e está proibida de se ausentar da cidade por mais de 15 dias consecutivos.

A sentença fora expedia dia 26 deste mês de setembro pelo Juiz Ulysses Gonçalves da Silva Neto. Socorrinha aceitou a proposta inicial do Ministério Público (MP-PI) e terá que, obrigatoriamente, cumprir todas as medidas por dois anos, sob pena de novas sanções.

O crime foi praticado em outubro de 2017, à beira da PI-112, quando dezenas de livros carimbados de diferentes disciplinas foram jogados no lixo. Ainda novo, o material poderia estar sendo aplicado na qualificação de milhares de crianças carentes.

Adquiridos com recursos do FNDE-Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação para alunos que estudam até a 6ª série do ensino fundamental, os livros estavam com embalagens fechadas e informações de endereço escolar na etiqueta.

A professora Socorrinha responde ainda a outro processo ingressado por Nilson Moreira, diretor jurídico do sindicato, sob acusação de uso indevido dos recursos do fundo de reserva, contração irregular de serviços e ausência de prestação de contas desde o ano de 2016. Nilson pede o afastamento da presidente à frente da entidade.

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