Segundo dia: ocupantes de terrenos continuam no rodoanel, apesar do fogo

Proprietários de terrenos nas proximidades do rodoanel estão montando guarda para evitar que suas propriedades também sejam invadidas.

Cerca de 200 pessoas já se apossaram de terreno à margem do Rodoanel Francisco de Paula Monteiro, em Barras. Desde ontem, o longah vem acompanhando a situação. Esta terça-feira, foi marcada por muita fumaça, que impediu o acesso tranquilo das pessoas que praticam caminhada no local.

Não se sabe quem ateou fogo. A avenida tinha sido recentemente arborizada, mas as árvores e a vegetação foram queimadas.

Proprietários de terrenos nas proximidades do rodoanel estão montando guarda para evitar que suas propriedades também sejam invadidas. Nas duas fotos a seguir, pode-se ler: Cardoso. Não Mexa!

A ausência do poder público é total. A prefeitura, segundo os ocupantes, não enviou nenhum representante para conversar com as famílias. A secretaria de meio ambiente não se fez presente para fiscalizar como está sendo feito a ocupação, se está causando algum impacto ambiental e se o fogo é criminoso.

A Polícia Militar faz ronda, mas não vê motivo para agir porque não foi registrada nenhuma situação de violência ou que necessitasse de uma ação mais incisiva.

O GAV, que é o grupo de voluntários que age para combater incêndios e queimadas no município, ficou temeroso de atuar no local e ser mal interpretado devido aos ânimos que podem se acirrar.

Francisco Sampaio, o coordenador do GAV, falou que o grupo estaria alerta caso o fogo se alastrasse e ameaçasse as residências das proximidades, mas que não iria agir se não tivesse a salvaguarda da polícia.

As famílias presentes não assumem a autoria do fogo. Um dos representantes disse que uma pessoa passou, ateou fogo e saiu, mas não sabem identificar quem foi.

O grupo garante que não estão sendo liderados por ninguém, que se as famílias Eles se apropriaram do espaço por livre es pontânea vontade, já que não têm moradia.

Eles se dizem desempregados e que pretendem abrir pequenos empreendimentos nas casas que irão construir para manter as famílias.

Pelo visto, o grupo deve passar a noite no local montando guarda no sentido de garantir o seu terreno.

Pelo contexto, a perspectiva é que realmente fiquem com os terrenos, já que não apareceu ninguém com documento de propriedade da terra.

O longah vai continuar acompanhando.

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