Sindicato dos trabalhadores ruarais é usado como moeda de troca, diz líder religioso

O Irmão Antonio Francisco Silva utilizou a sua página pessoal do Facebook para criticar a visita do deputado Júlio César e Barras. Ele juntamente com liderança políticas locais tiraram foto em cima de um trator. O Irmão, que é filho de trabalhadora rural desabafou ao dizer que o sindicato está sendo utilizado por políticos tradicionais como moeda de troca em ano eleitoral. Veja post!

“Quem conhece bem a história dos trabalhadores e do sindicato dos trabalhadores de Barras-PI olhem bem essa foto. Olhem novamente. Isso tem a ver com a história de lutas deles? O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barras precisa urgentemente tomar um novo rumo. Ele não pode se tornar em um meio e um instrumento de sobrevivência politica partidária. Não pode ser transformado em moeda de troca em ano eleitoral. É uma grave ofensa de difícil reparação à classe trabalhadora. Alguém que tenha identificação e compromisso com a história e à memória dos trabalhadores rurais em Barras, que padeceram nas mãos dos grupos políticos dominantes no Piauí precisa com bravura pôr fim à entrega do sindicato aos interesses políticos partidários de quem, a história de vida e de atuação política, não é e nunca foi favorável aos trabalhadores de verdade, de mãos grossas, de calos de enxada. Senhora presidente, esse trator é um presente? A troco de quê? Os associados foram consultados sobre isso? Sou filho de trabalhadora rural. Cresci dentro desse sindicato, com minha mãe, sócia atuante, também vítima dos grupos políticos dos quais esses senhores aí da foto fazem parte, cresci participando das lutas dos trabalhadores. Por isso tenho legitimidade para falar que o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barras-PI precisa ser devolvido à classe trabalhadora. Fico imaginando como deve está se sentido, no túmulo, dona Teresa dos Currais Novos, o Senhor Luís Lúcio do Barro Preto, dona Maria do Santo no Piquizeiro e minha mãe. Com certeza não era esse o sindicato, a organização da classe trabalhadora que eles tanto lutaram, com a vida e com a morte, para construir”.

 

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