Após áudio, prefeitos e deputados não querem rompimento de Ciro e W. Dias

Após a grande repercussão de um áudio do senador Ciro Nogueira em que ele chama ‘para a briga’ o governador Wellington Dias, sobre apoio para sua candidatura ao Governo em 2022, prefeitos e deputados rejeitam o rompimento dos dois, pelo menos por enquanto.

Senador Ciro Nogueira e o governador Wellington Dias 
Senador Ciro Nogueira e o governador Wellington Dias  

Era natural que esse rompimento uma hora ou outra fosse acontecer, pois na cabeça de Ciro Nogueira, o Progressistas tem que ter candidato próprio ao Governo em 2022, e não ser apenas um apoiador do PT. O senador já garantiu que isso vai acontecer com apoio do partido de esquerda ou não.

Polarização inevitável
Prefeitos e deputados não querem a polarização, pois é mais confortável estar dos dois lados, sem precisar declarar apoio para um ou outro e assim obter benefícios.

O áudio vazado de Ciro apenas antecipa o inevitável. Ele cita pesquisa em que se coloca como governador e ganharia de qualquer candidato apoiado por Wellington Dias.

O senador diz que não tem popularidade, mas tem ‘estrutura’, já W. Dias tem a simpatia dos eleitores, prova disso são as duas últimas eleições em que venceu no primeiro turno. Na verdade prefeitos e deputados precisam dos dois para se garantirem no poder e uma separação seria bastante prejudicial.

Atritos nos municípios
Em 2020 os prefeitos do Progressistas vão precisar de Ciro e Wellington como garantia de um grande apoio em busca de votos. Mas os atritos começam a acontecer já no ano que vem.

Se em 2016 PT e PP marcharam juntos na maioria dos municípios do Piauí nas eleições municipais, em 2020 haverá disputa entre os dois partidos em diversas cidades.

Prefeito comenta rivalidade
Ao 180, o prefeito Dr José Joaquim (Progressistas), de Cabeceiras do Piauí, falou sobre a relação do PT e PP para as eleições de 2020 e como isso pode refletir em 2022.

“É muito cedo para falar, mas na nossa cidade por exemplo, estivemos juntos na última eleição com o grupo do governador, mas eles estão vindo para cima da gente. É uma situação complicada. É difícil estarem juntos. Vou estar onde o PP estiver. Mas essa relação com o outro grupo vejo que está desgastada, tudo indica que em 2022 vão estar separados”, afirmou o prefeito.

Fonte: 180graus

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