O Estado de S.Paulo informa, em sua primeira página, que o governo pretende usar a aprovação de novos concursos públicos como moeda de troca para conseguir aprovar a reforma administrativa no Congresso.

De acordo com o Estadão, o governo aposta que o “estrangulamento” natural dos serviços públicos – com o aumento das aposentadorias nos próximos anos e da carga de trabalho dos servidores da ativa – vai fazer com que as próprias categorias aceitem a reforma em busca de novas vagas nos órgãos federais.

Segundo dados do Ministério da Economia, 22 mil aposentadorias estão previstas em 2020, 16,7 mil são esperadas em 2021 e outras 20,8 mil em 2022, totalizando quase 60 mil servidores aposentados nos próximos três anos.

Em entrevista ao Estadão, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, reforçou a importância de aprovar a reforma administrativa antes de começar a realizar os concursos públicos novamente.

“Uma vez que se começa concurso público, e a pessoa entra numa determinada regra, aquilo está praticamente definido pelos próximos 30 anos. Enquanto não aprovar a reforma, não vamos ter espaço para fazer novos concursos”, afirma Mansueto.

O presidente Jair Bolsonaro garantiu que o texto da reforma será enviado ao Congresso em breve.