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BARRAS| Escrivão Raimundo Marques fala sobre a morte da esposa

Ele diz que estão fazendo acusações contra ele e que sofre constrangimentos

05/06/2022 21h54Atualizado há 2 semanas
Por: Redação
Fonte: Maria Carcará, do longah

Mesmo abalado com o que lhe aconteceu, o escrivão da polícia civil, Raimundo Marques deu entrevista exclusiva ao longah.com, momento que contou todos os detalhes que envolveram a morte de sua esposa Ivanielly Marques, de 24 anos.

O escrivão enfatizou o quanto lhe chatearam as especulações negativas que sofreu no momento pior da sua vida. Especificamente sobre uma postagem nas redes sociais, cujo print circulou no whatsapp. A postagem era atribuída a uma prima de Nielly.

Raimundo Marques disse que não conseguiu chegar a autoria dessa postagem. Que essa prima não existe, que ninguém sabe quem é, e que o  advogado está investigando pra saber de onde surgiu.

"Nada me incrimina. Meu relacionamento era muito bom. Ela era bem cuidada e bonita. Ela me amava. Quando passava meia hora sem minha presença, ela já ficava triste. Eu vivia pra ela e ela pra mim", conta triste.

Segundo ele, a esposa tinha ansiedade e depressão desde os 11 anos. "Ela tomava remédio para depressão, mas quando veio para Barras, parou porque se sentia bem. Chegou a engravidar após parar de tomar remédio, mas perdeu. Isso a deixou muito triste. Teve covid e sequelas psicológicas. Levei-a para Fortaleza para tratamento", relata, acrescentando que a esposa já tinha tentado suicídio 3 vezes - com corda e através de mutilação

Post de quando Nielly completou 22 anos

VOLTA PARA VIÇOSA

Raimundo Marques morava em Barras e trabalhava em José de Freitas, quando a mãe de Nielly levou a jovem para fazer tratamento em Viçosa. "Não fui a favor, porque achei que ela melhorou depois que veio morar comigo. Mas foi aí que tivemos a ideia de eu me transferir para Cocal da Estação para ficarmos mais próximos". 

Ele conseguiu a transferência e foi morar em Viçosa. "Eu ia e voltava todo dia. Tínhamos uma casa alugada lá. Até que, por conta da despesa, do preço do combustível, decidimos  que eu não deveria ir e voltar todo dia e entramos em um consenso de eu passar mais tempo em Cocal. Dormia segunda e terça em Cocal, na quarta eu ia para Viçosa e voltava na quinta e na sexta a tarde eu voltava para casa para passar o final de semana com ela", lembra ele.

O marido conta que o casal era feliz. "Eu tomava de conta dela e ela de mim. Ela era feliz, alegre, amada e satisfeita. Ela vivia me pedindo pra alugar uma casa em Cocal para vir morar comigo e eu estava procurando. Eu lembrava dos remédios dela. Ela lembrava do meu. E assim vivíamos um para o outro".

COMO ACONTECEU 

Raimundo Escrivão estava em Cocal quando falou ao longah.com e conta como tudo aconteceu. "Recebi a notícia por uma pastora evangélica através de uma ligação. Nielly frequentava a igreja. Tinha um pastor de fora que estava em Viçosa. Quando estava lá, eu ia também. Na terça, a pastora me ligou e perguntou se eu tinha tomado remédio. Pediu para eu tomar porque ela queria me dar uma notícia. Tomei um Rivotril e o da pressão e só assim ela me contou. Não consegui ouvir até o fim. Passei o telefone pro delegado Caio, aqui de Cocal".

De acordo com ele, a prima e a pastora foram à casa de Nielly e não a encontraram. Foram á casa da avó, ela não estava. A casa da mãe estava fechada. Olharam pelas brechas das janelas e não viram nada. "Quando a prima rodeou a casa, encontrou ela pendurada em um pé de caju, que de tão baixo, os pés roçavam no chão. As unhas dela estavam cheias de areia do chão", relata o esposo.

Marques foi para Viçosa acompanhado do delegado Caio, de Cocal; do agente Domingos; e da escrivã Raissa. "Eles acompanharam tudo. Não sei como resisti de ver aquilo. Não pude dar o último abraço. O carro do IML de Sobral veio e ela se foi. Foi a última vez que eu a vi, mas toda hora eu vejo ela no meu pensamento", lamenta.

A FAMÍLIA DELA

Raimundo era desafeto do irmão de Nielly (por episódios anteriores que aconteceu entre os dois). Segundo o escrivão, o irmão implicou com a presença dele, marido, lá. Colocou nele a culpa da morte da jovem. Pediu para ele ir embora. "O delegado chamou a atenção dele. Disse que ele não podia fazer aquilo comigo. O delegado falou que o corpo da mulher é do marido e se eu quisesse poderia levar o corpo da minha esposa para onde eu quisesse. Eu estava bem abalado. Esperei o carro do IML, mas não fiquei para o velório e enterro", contou. 

Chegou a ser cogitado levá-la para Barras para fazer o velório. "Mas eu pensei na família, na avozinha dela. Deixei o velório lá. o corpo dela saiu para Sobral e, quando chegou fizeram o velório, e ela foi enterrada no outro dia. E eu não vi mais", disse.

O marido achou injusto a forma como foi tratado. "Nunca dei um beliscão, um empurrão nela. A gente se amava. A discussão que a gente tinha, era como a de todo casal. Ela era ciumenta. Mas briga, agressão, violência, nunca existiu. Ela ficava melhor quando estava comigo. Ela tinha paz. Ela dizia que lá em Viçosa ninguém gostava dela. Terminou acontecendo isso de forma tão cruel. Pensávamos em viver juntos até que a morte nos separasse".

CONSTRANGIMENTO

Raimundo Marques conta que estão fazendo um monte de acusação contra ele, que sofre um constrangimento incomparável. Ele fala que quem compartilha informações falsas terá que responder por isso. Inclusive os sites de notícia.

"Está acontecendo de novo, como fizeram da primeira vez. Não tinham nenhuma prova. Vamos atrás de todo mundo que me ridicularizou, que acabou com meu caráter", falou se referindo a um episódio anterior, quando respondeu a processo. "Na minha trajetória como policial civil durante 34 anos e três meses de serviço, respondi processo uma vez, o que é normal pra um policial, mais  fui absolvido por unanimidade pela corregedoria de polícia civil. Fui julgado inocente", disse..

"Vamos tomar providências. Quem acompanhou aquela infeliz publicação daquela irresponsável (falando de print que circulou nas redes sociais). Que acompanhou aquilo ali é bom se retratar logo porque vai ter que responder", concluiu.

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