ARTE SANTEIRA

Documentário que conta história de artesão barrense, Mestre Pascoal, será lançado dia 22

Natural de Barras, Pascoal dedica sua trajetória há mais de 40 anos a arte santeira

13/03/2023 14h33Atualizado há 1 ano
Por: Redação

Será lançado no próximo dia 22 de março, às 19h30, no Theatro 4 de Setembro, o documentário Mestre Pascoal que conta a história do artesão piauiense José Pascoal de Araújo Pereira (O Mestre Pascoal). A obra que é assinada pelo cineasta Valderi Duarte é uma produção independente da produtora Duarte Filmes que conta a história do artista piauiense, natural de Barras, que dedica sua trajetória há mais de 40 anos a arte santeira.

Os ingressos para assistir o documentário do Mestre Pascoal custam apenas R$ 20 e podem ser adquiridos no site ingresse.com ( https://ingresse.com/estreia-do-filme-mestre-pascoal-documentario-longa-metragem). As vagas são limitadas.

Sobre a escolha do artista para estrelar o audiovisual, Valderi Duarte explica a importância do artesão para o Piauí e para o mundo.

"Mestre Pascoal já era um conhecido nosso, mora na mesma região que eu, na zona Norte. Eu já sabia sobre a existência da arte santeira no Piauí e sua importância. Os mestres Dezinho e Expedito são os dois pioneiros da arte santeira no Piauí. Pascoal faz parte de uma segunda geração de santeiros, assim como Toinha Vieira, Cornélio, mestre Dico, entre outros. Escolhi o mestre Pascoal tanto pelo trabalho e obra dele quanto para mostrar um pouco da história da arte santeira e do seu surgimento", explica.

PAIUÍ TEM MAIS DE 150 SANTEIROS COM DESTAQUE INTERNACIONAL

Valderi Duarte destaca ainda a importância da arte santeira local que vai além do Piauí e do Brasil.

"A arte santeira piauiense é tida como principal polo produtivo nesse setor do país, principalmente aqui em Teresina. Temos mais de 150 santeiros no Piauí com destaques internacional como é o caso dos mestre Dezinho e Expedito que são artistas com formações autodidatas e intuitivas. O Mestre Pascoal já tem uma certa projeção no Brasil e no mundo, no filme, ele fala que já fez exposição na Itália e em outros lugares no Brasil. E como a divulgação dessa arte ainda é pouca, ele ainda não é muito conhecido, mas é reconhecido pela sua importância, pela sua obra e pela sua arte", ressalta. 

O documentário foi gravado ao longo de dez anos e segundo Valderi Duarte de forma independente com poucos apoios, um deles foi o recurso advindo da Lei Aldir Blanc que ajudou na finalização do longa. 

"O Filme iniciou quase como um trabalho familiar, começamos a filmar o Pascoal em suas atividades nos finais de semana com a intenção de fazer um documentário. Tínhamos uma dúvida no começo se seria um curta ou um longa, mas depois me convenci que o longa era o correto. Então, a produção foi feita com o que tínhamos e alguns equipamentos emprestados. O Filme levou 10 anos na sua integralidade. Com a pandemia, passamos um ano sem filmar, isso atrasou. Nós fomos filmando o Pascoal ao longo desse tempo, algumas coisas já existiam, outras foram surgindo e depois na edição, demos a forma final para o filme. E para finalizarmos surgiu esse apoio da Lei Aldir Blanc, via prefeitura de Teresina, e então conseguimos recursos que corresponde a cerca de 20% do orçamento para finalizar o documentário", esclareceu o cineasta.

"PRECISAMOS INCENTIVAR A CULTURA DO PIAUÍ", DIZ CINEASTA

O cineasta piauiense ressalta sua satisfação em estar entregando um longa de grande qualidade que enfatiza e registra a cultura local.

“Temos que ter nossa cultura, nossas imagens. Não tem sentido ficarmos consumindo só imagens produzidas de fora, temos que filmar o que é nosso e termos nossas manifestações culturais registradas”, afirma ressaltando sua enorme satisfação nesse momento.

“Há mais de 40 anos atuo no cinema piauiense, desde a época do Grupo de Mel de Abelha nos anos 80, depois estive na escola de Cuba EICTV (Escuela Internacional de Cine y TV) que é renomada e quando voltei enfrentamos todos os percalços de fazer cinema. Então, apareceu essa oportunidade de fazer esse longa-metragem. Se faz muito documentário mais jornalístico, o nosso é um documentário de cinema, com linguagem de cinema, enquadramento mais elaborado, iluminação, narrativa, tivemos essa preocupação cinematográfica com o filme, um documentário com linguagem cinematográfica feita por profissionais do Piauí”, concluiu Valderi.

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